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Rio de Janeiro: Manoel Carlos, icônico autor de novelas, morre aos 92 anos

Maneco, como também era conhecido, fazia tratamento contra a doença de Parkinson

Por: Marcelo Hailer, da Revista Forum –

Manoel Carlos, icônico autor de novelas, morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. O escritor enfrentava a doença de Parkinson e estava em tratamento.

O autor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava acompanhamento médico nos últimos dias.

Por meio de uma nota publicada nas redes sociais, a família de Manoel Carlos informou que o velório será “fechado e restrito à família e amigos íntimos”.

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, carinhosamente conhecido como Maneco, ocorrido hoje, aos 92 anos. O velório será fechado e restrito à família e amigos íntimos. A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado.”

A trajetória de Manoel Carlos

Manoel Carlos, conhecido como Maneco, foi um dos mais influentes autores de novelas da televisão brasileira. Nascido no Rio de Janeiro, em 14 de março de 1933, construiu uma carreira marcada pela sofisticação dos diálogos, pelo realismo das relações humanas e pela recorrente ambientação de suas histórias na zona sul carioca, especialmente no Leblon, que se tornou quase um personagem de suas obras.

Com passagem inicial pelo rádio e pelo jornalismo, Manoel Carlos consolidou-se na teledramaturgia a partir dos anos 1970, mas alcançou enorme popularidade na TV Globo entre as décadas de 1990 e 2000. Foi o criador de sucessos como Por Amor, Laços de FamíliaMulheres ApaixonadasPáginas da Vida e Viver a Vida, novelas que abordaram temas como ética, maternidade, relações familiares, violência doméstica e inclusão social, sempre com forte apelo emocional.

Uma de suas marcas autorais mais conhecidas foi a repetição da personagem Helena, presente em diversas tramas, interpretada por atrizes diferentes e usada como fio condutor para discutir dilemas morais e afetivos da classe média brasileira. O recurso se tornou um traço identitário de sua obra e referência constante na crítica televisiva.

Nos últimos anos, Manoel Carlos afastou-se do trabalho por conta de problemas de saúde, incluindo o tratamento contra a doença de Parkinson. Mesmo longe da televisão, permaneceu como um nome central da dramaturgia nacional, reconhecido por ter elevado o padrão narrativo das novelas e por influenciar gerações de autores.

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