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Mais um processo contra Renan Calheiros é aceito

Schincariol – 07/08/2007

Mais um pedido de processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, foi aceito pela Mesa Diretora da Casa. Desta vez, a solicitação do PSOL para que sejam apuradas as acusações publicadas pela revista Veja, apontando as supostas ligações do senador com a cervejaria Schincariol é que aumenta a pressão sobre Renan.
 
O caso será remetido ao Conselho de Ética e, no entendimento da Mesa, não poderá ser anexado ao processo de acusação sobre a ajuda de um lobista para pagara despesas pessoais. Eles avaliam que um novo processo deva ser aberto pelo presidente do conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), que nomeará um relator.
 
Dos sete senadores que votaram, cinco foram favoráveis ao envio do processo para o Conselho de Ética – Álvaro Dias (PSDB-PR), Magno Malta (PR-ES), César Borges (DEM-BA), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Gerson Camata (PMDB-ES), enquanto os senadores Tião Viana (PT-AC) e Papaléo Paes (PSDB-AP) votavam contra.
 
A denúncia
A reportagem da revista “Veja” dizia que Renan teria atuado em favor da Schincariol no INSS para impedir a cobrança de uma dívida de R$ 100 milhões. Ainda segundo a reportagem, uma operação possibilitou à família de Renan vender uma fábrica de tubaína em Murici (AL) por R$ 27 milhões para a Schincariol, embora a empresa estivesse com problemas financeiros e não valesse mais do que R$ 10 milhões.
 
A Schincariol reagiu, publicando uma nota nos jornais, dizendo repudiar “as ilações que relacionam suas decisões de negócio a questões políticas”.
Mais representações
 
A suposta participação do senador Renan Calheiros em empresas de comunicação, através de ‘laranjas’, poderá render uma outra representação contra o presidente do Senado. O PSDB e Democratas prometem entregar outro pedido de processo contra Renan e já decidiram obstruir a pauta de votações enquanto ele estiver na presidência.
 
Novamente efetuada pela a revista “Veja, a denúncia é que  Renan comprou participação societária em duas rádios e em um jornal de Alagoas sem informar a Receita Federal, a Justiça Eleitoral ou o Congresso Nacional.
 
A ‘Veja’ diz que ele é dono de duas emissoras de rádio avaliadas em R$ 2,5 milhões e, até 2005, foi sócio de um jornal avaliado em R$ 3 milhões.

Fonte: Folha de Dourados

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