‘Mais um neto’, por Waldir Guerra
'Mais um neto', por Waldir Guerra
Artigo – 16/09/2008
Waldir Guerra
Hoje, 15 de setembro, dia antecipadamente marcado para o nascimento de Henrique, o quarto neto, será mais um dia todo especial na minha vida.
A hora ainda não chegou, mas aqui sentado diante do computador, relembro as fortes emoções sentidas quando do nascimento dos primeiros netos, isso, há mais de nove anos. Tenho certeza que o dia de hoje também será uma data marcante e que ficará bem gravada no coração.
Assim como previ nove anos atrás com os primeiros netos: Igor, Matheus e Marco que me trariam muita alegria – e graças a Deus assim foi – agora também espero o mesmo com a entrada em cena do Henrique. Será mais um que, com certeza, virá para alegrar ainda mais, não só minha vida, mas de todos nós membros de sua família.
Sei que há assuntos importantes borbulhando no dia de hoje e que deveriam ser abordados nesta coluna, mas como fazê-lo se não consigo me concentrar em outro assunto, senão este: o nascimento de Henrique?
Como me concentrar nos compromissos políticos de uma campanha chegando ao seu final se não paro de me preocupar com a filha Luciana e o neto Henrique que precisa nascer um pouco antes de seu tempo certo? Claro, hoje a minha força mental e física será toda concentrada neste acontecimento porque sei o quanto é importante para Luciana a minha presença. E estar ao lado dela é a coisa mais importante hoje para mim também.
Nem sei por que Deus nos fez assim: nós homens depositamos nossas esperanças futuras nos filhos, mas a ternura maior sempre a reservamos para as filhas e Luciana sempre foi isso, o lado mais doce da minha vida. Estar ao lado dela nesse momento é tão importante para mim quanto o é para ela.
Interessante, ao saber desta gravidez já entrei na torcida para que desta vez viesse uma menina. Com três netos todos meninos e hoje com nove anos, nada mais justo esperar que o quarto fosse uma menina. Mas não é. É o Henrique. E depois, por que deveria eu insistir numa torcida por uma menina se eu mesmo tenho sete irmãos e apenas uma irmã?
Quando soube que mais um menino viria pensei: será que este também será um santista roxo? Sim, porque os três iniciaram a convivência diária com a bola assistindo os bons momentos das pedaladas do Robinho quando encantava com seus dribles no Santos FC. Na verdade, os três são os únicos torcedores santistas da família. Minha esperança de o Henrique ser mais um palmeirense fica por conta de ele ser paulista.
Sei que de hoje em diante não me importarei com sua futura preferência esportiva, mesmo porque aqui em casa todos somos hoje um pouco torcedores do Santos também. Importante mesmo é que sempre esteja com saúde para poder brincar com uma bola assim como brincam hoje seu irmão e seus primos.
Mais importante de tudo isso que venho pensando é que a futura presença do Henrique aqui neste mundo um tanto conturbado seja para maior glória de Deus, uma maior alegria de todos nós e principalmente que seja um homem feliz e que de sua felicidade brote sempre uma maior alegria de todos.
Cidadão douradense; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal.
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Fonte: Folha de Dourados



