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Mais da metade das grandes cidades investe menos de R$ 100 por habitante em saneamento

Mais da metade dos 100 municípios mais populosos do país investe menos de R$ 100 por habitante em saneamento básico, valor inferior ao necessário para a universalização dos serviços até 2033. Os dados fazem parte do Ranking do Saneamento 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil.

De acordo com o levantamento, 51 cidades registraram investimento abaixo desse patamar em 2024. O valor está distante da média de R$ 225 por habitante estimada pelo Plano Nacional de Saneamento Básico como necessária para garantir o acesso universal à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto.

Na média, os 100 maiores municípios investiram R$ 135,89 por habitante no período. Ainda assim, apenas 17 cidades superaram o nível de R$ 200 por habitante, considerado mais próximo do ideal, sendo que 10 ultrapassaram esse patamar com maior folga.

O maior investimento por habitante em 2024 foi registrado em Praia Grande (SP), com R$ 572,87. Na outra ponta, Rio Branco (AC) apresentou o menor valor, com apenas R$ 8,99 por habitante.

Na outra ponta, os 20 piores municípios estão mais distribuídos nas regiões Norte e Nordeste. Quatro estão no Rio de Janeiro, quatro no Pará e três em Pernambuco, além de cidades de outras unidades da federação.

Entre eles, sete são capitais estaduais, como Maceió (AL), Manaus (AM), São Luís (MA), Belém (PA), Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Porto Velho (RO).

A diferença nos investimentos também aparece quando se comparam os municípios com melhor e pior desempenho no ranking. Entre 2020 e 2024, os 20 mais bem colocados investiram, em média, R$ 176,17 por habitante por ano. Já os 20 piores registraram média de R$ 77,58 por habitante — cerca de 65% abaixo do necessário para a universalização.

O levantamento mostra que o volume de recursos está diretamente relacionado aos indicadores de atendimento. Enquanto os municípios mais bem posicionados apresentam níveis próximos da universalização, os piores enfrentam dificuldades para ampliar o acesso à água e ao esgotamento sanitário dentro das metas previstas.

O ranking considera dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico, com ano-base de 2024, e avalia indicadores como nível de atendimento, melhoria do serviço e eficiência operacional nos municípios.

(Informações R7)

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