Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 Dourados 22 °C

Desde 1968 Ano 58

Desde 1968 · Ano 58

Agora
Arquivo

Mãe dá à luz dentro da viatura dos bombeiros em Corumbá

Geral – 15/09/2009

”Meu pai e meu marido não conseguiam carro para me levar à maternidade,‭ ‬aí ligaram para o Corpo de Bombeiros‭”,‭ ‬contou à reportagem do jornal Diário Corumbaense a jovem Patrícia Farias Rodrigues,‭ ‬18. Na manhã de domingo,‭ ‬13‭ ‬de setembro,‭ ‬ela deu à luz um filho dentro de uma viatura do‭ ‬3º Grupamento.‭ ‬Moradora no bairro Cristo Redentor,‭ ‬Patrícia revelou ter ficado com medo que algo acontecesse com o bebê.‭ “‬Estava sem um médico por perto‭”‬,‭ ‬disse.‭ ‬Ao findar o trabalho de parto,‭ ‬já com a criança no colo,‭ ‬Patrícia externou gratidão aos bombeiros pelo apoio no momento que acredita ter sido‭ “‬o mais difícil‭”‬ de sua vida.
Patrícia disse que começou a sentir contrações na madrugada do último sábado,‭ ‬dia‭ ‬12.‭ ‬Mas,‭ ‬pensou ser apenas dores normais de gestação.‭ ‬Por volta das‭ ‬08h30‭ ‬de domingo,‭ ‬a bolsa se rompeu causando desespero nela e em toda a família.‭ “‬O médico me disse na última consulta que o nascimento estava perto,‭ ‬mas não deu precisão de data,‭ ‬por isso não liguei para as dores.‭ ‬Quando eu percebi que era a hora do nascimento meu pai e meu marido não conseguiam um carro para me levarem a maternidade,‭ ‬aí ligaram para o Corpo de Bombeiros.‭ ‬Porém,‭ ‬surgiu um carro que iria me levar,‭ ‬as dores eram muito fortes.‭
‬Cheguei a ir alguns minutos de carro,‭ ‬mas as dores aumentaram e começou a sair sangue,‭ ‬foi quando a ambulância do Corpo de Bombeiros se aproximou e me passaram para a viatura,‭ ‬minha mãe ficou comigo o tempo todo‭”‬,‭ ‬lembrou a jovem.
A criança nasceu às‭ ‬09h45‭ ‬do domingo,‭ ‬no carro dos bombeiros,‭ ‬pesando‭ ‬2,4‭ ‬quilos e vai se chamar Ana Beatriz Rodrigues Ruiz.‭ “‬Fiquei muito nervosa,‭ ‬tinha muito medo de não aguentar as dores e de algo acontecer com meu bebê,‭ ‬porque eu estava sem um médico por perto.‭ ‬A sorte foi que minha mãe estava muito calma e me acalmava também.‭ ‬Lembro que eram‭ ‬três bombeiros,‭ ‬um deles ficou comigo e minha mãe,‭ ‬e os outros dois fizeram meu parto,‭ ‬acho que foi o momento mais difícil da minha vida‭”‬,‭ ‬relembrou.
Patrícia não é mãe de primeira viagem.‭ ‬Tem um filho de‭ ‬2‭ ‬anos chamado Leandro.‭ “‬Deu mais medo porque no parto do meu primeiro bebê,‭ ‬eu vim para a maternidade e vi que para um neném nascer eram necessárias várias pessoas.‭ ‬Lá‭ (‬na viatura‭) ‬não havia sequer uma enfermeira,‭ ‬não sabia da capacidade dos bombeiros.‭ ‬Sou muito grata a eles‭”‬,‭ ‬reconheceu.‭ ‬Patrícia e Ana Beatriz passam bem.‭ “‬Graças a Deus,‭ ‬ocorreu tudo bem.‭ ‬Só depois que a Ana veio mamar pela primeira vez eu fiquei mais calma‭”‬,‭ ‬contou Patrícia emocionada segurando seu bebê no colo.
Prática
Bombeiro há doze anos,‭ ‬o cabo Osmar Salvatierra,‭ ‬39,‭ ‬foi um dos três militares do‭ ‬3º Grupamento que atenderam a ocorrência que resultou no nascimento da criança na viatura.‭ ‬Ele afirmou que o parto em ambulâncias não é algo tão raro assim e já‭ ‬passou por outras situações semelhantes.‭ “‬Já houve outros momentos como este‭”‬,‭ ‬disse.
‭“‬Somos treinados para atuar nessas ocasiões e o tempo de serviço nos dá uma prática maior‭”‬,‭ ‬contou.‭ ‬A respeito do parto ocorrido no último domingo disse que foi muito rápido.‭ “‬Praticamente só aparamos,‭ ‬foi espontâneo e a mãe já estava no segundo filho.‭ ‬Começou a coroar‭ (‬aparecer o alto da cabeça‭)‬,‭ ‬tivemos de aparar,‭ ‬cortar o cordão umbilical,‭ ‬fazer a assepsia e levar para a maternidade‭”‬,‭ ‬resumiu.‭ ‬Também estavam na viatura‭ ‬o cabo Márcio e o soldado Dutra.‭

Fonte: Diarionline.com.br/JP

Anuncie na Folha de Dourados

Desde 1968 informando Dourados e a Grande Dourados.

Fale com o comercial