Lixões se alastram ao longo da MS-156
Dourados – 16/10/2009
A ”estrada da anarquia”, como vem sendo chamada a MS 156, que liga Dourados ao Distrito Industrial, continua sendo depósito de lixo. O nome se justifica, segundo moradores e proprietários de terras daquela comunidade, pelo grande acúmulo de resíduos urbanos, que chegam diariamente e são depositados no local a céu aber-to. São entulhos, animais mortos, restos de pneus, resíduos orgânicos, roupas velhas, fios, materiais de oficina, além de resíduos de toda a espécie. Para agravar o problema, existe a concentração de famílias sem-teto que ainda correm riscos de acidentes. Uma delas, inclu-sive, perdeu um menino de quatro anos, em abril deste ano. O local chama a atenção de condutores que passam pela rodovia. “De um lado reside um grupo de moradores em péssimas condições de higiene e sujeito ao trânsito perigoso no local, onde inclusive há animais soltos. Do outro, um lixão a céu aberto”, reclama o advogado criminalista Isaac Duarte de Barros Júnior. Ele conta que tanto a frente da propriedade dele, como córregos e matas estão comprometidos com o depósito irregular de lixo. “Já existe até devastação em algumas localidades”, denuncia. Conforme o advogado, ele e demais proprietários já foram até impedidos de limpar as devidas margens sem autorização dos organismos competentes. “O caso já foi parar no Ministério Público”, contou.De acordo com moradores próximos a estrada, os carroceiros e caminhões chegam e saem a toda hora. Equipes do Douradosagora e do O PROGRESSO, que estiveram no local, puderam constatar a afirmação. Caminhões depositavam desde galhos de árvores até restos de fios elétricos. Outra constatação, é que muitos moradores pagam para carroceiros se “livrarem” do lixo, que acaba tendo destino errado. Prova disso foram os inúmeros pertences e documentos pessoais que a equipe localizou no lixo. São cadastros de Pessoa Física (CPF), contas a pagar, recibos, e até carta de amor com identificação do remetente e destinatário, entre outros. Todos estavam expostos às margens da rodovia ou no meio da rua devido a ação do vento.De acordo com o enge-nheiro Wilson Costa Men-des, a Agesul é responsável pela limpeza e manutenção, que ocorrem com freqüência naquela rodovia, diz. Ele acrescentou que apesar da afixação de placas e limpezas, a população continua jogando lixo. Segundo ele, é dever da prefeitura dar destino correto ao lixo urbano. MEDIDASA diretora presidente do Instituto do Meio Ambiente (Imam) de Dourados, Aparecida Oliveira, anuncia quatro Ecopontos para Dourados. Dois deles ficam prontos até o final deste ano. Segundo ela, as centrais vão recolher galhos e entulhos e destiná-los a locais adequa-dos. Os carroceiros também passarão por amplo trabalho de conscientização ambiental e serão penalizados se flagrados jogando entulhos em áreas impróprias. Segundo ela, com os ecopon-tos, o lixo depositado na área urbana deve diminuir consideravelmente. Segundo informações, o comandante da Guarda Municipal Ambiental (GMA), Divaldo Machado, disse que o depósito irregular de lixo em via pública rende multas que podem chegar até R$ 1 milhão, dependendo da gravidade do caso. Ele explica que o maior entrave nos flagrantes é que a maioria dos infratores cometem as ações no período noturno. Ele disponibiliza os telefones 199 e 153 para eventuais denúncias.
Fonte: Douradosagora



