Redação –
Mato Grosso do Sul aparece na lista nacional de pessoas procuradas pela Justiça por crimes de feminicídio, segundo levantamento do g1 nacional. Ao todo, o estudo identificou 336 condenados ou suspeitos de feminicídio com mandados de prisão pendentes no Brasil, incluindo os seis casos registrados no Estado.
De acordo com os dados, há investigados e condenados vinculados ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul com ordens de prisão em aberto – entre mandados de prisão preventiva, temporária e de recaptura. Todos deveriam estar presos, mas permanecem foragidos.
O levantamento foi realizado a partir de informações do Banco Nacional de Medidas Penais e Mandados de Prisão (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça, e reúne casos registrados ao longo de mais de duas décadas, entre o fim dos anos 1990 e 2023. A base inclui tanto feminicídios consumados quanto tentativas.
Procurados em Mato Grosso do Sul
Adão Antunes
Data de nascimento: 29/01/1976
Tipo de prisão: Preventiva
Mandado em aberto desde: 18/10/2018
Edson Aparecido da Silva
Data de nascimento: 21/07/1984
Tipo de prisão: Preventiva
Mandado em aberto desde: 25/09/2018
Jeremias Ferreira Dias
Data de nascimento: 27/10/1978
Tipo de prisão: Preventiva
Mandado em aberto desde: 06/11/2023
Marcos Fernandes
Data de nascimento: não consta
Tipo de prisão: Temporária
Mandado em aberto desde: 05/08/2024
Ramalho Sorrilha
Data de nascimento: 03/06/1960
Tipo de prisão: Recaptura
Mandado em aberto desde: 15/10/2018
Sérgio Naldo dos Santos
Data de nascimento: não consta
Tipo de prisão: Preventiva
Mandado em aberto desde: 09/05/2024
Cenário nacional preocupa
Os 336 mandados de prisão pendentes estão distribuídos por 25 estados brasileiros. São Paulo, Bahia, Maranhão e Pará concentram o maior número de procurados. O levantamento também chama atenção para o aumento dos assassinatos de mulheres no país, que bateram recorde em 2025.
Além de suspeitos que fugiram durante as investigações, a lista inclui condenados que nunca chegaram a ser presos e outros que desapareceram após benefícios judiciais, como progressão de regime ou prisão domiciliar.
O g1 disponibilizou uma tabela pública com os nomes dos procurados, permitindo a filtragem por estado, tipo de prisão e data da ordem judicial, como forma de dar transparência aos dados e ampliar a cobrança por respostas do sistema de Justiça.
As autoridades reforçam que denúncias anônimas podem contribuir para a localização de foragidos e para a prevenção de novos crimes de violência contra mulheres.

