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Leia o artigo do Waldir Guerra: “O Murilo e eu”

Leia o artigo do Waldir Guerra: "O Murilo e eu"

Artigo – 29/10/2007

Em sua última passagem por Dourados, quando da entrega de casas num conjunto habitacional, o governador André Puccinelli repetiu por cinco vezes em seu discurso a expressão: ‘O Murilo e eu…’.
 
A cada vez que mostrava as decisões novas que vem tomando em sua administração, iniciava dizendo: ‘o Murilo e eu já decidimos que daqui a sessenta dias, no mês de dezembro, todos os funcionários públicos receberão seu 13º salário sem nenhum financiamento bancário’… ‘E no próximo ano, o Murilo e eu, iremos dar um aumento a todos os servidores públicos estaduais’. (Aplausos gerais, não só pelos funcionários ali presentes, mas por todos, que demonstravam, com isso, a aprovação na nova maneira de administrar o Estado).
 
Por mais emblemática que pareça, a expressão acima, teve um significado importante naquele dia para todos os douradenses; primeiro demonstrar que governador e vice estão muito bem afinados e trabalhando juntos. Segundo, que o candidato do governador à prefeitura de Dourados para as próximas eleições, é o seu vice, Murilo Zauith – e foi o que eu entendi.
 
Não é a primeira vez que o governador André Puccinelli demonstra sua vontade em ter um único candidato a prefeito em Dourados e, dessa maneira, manter unidos os partidos que lhes prestou apoio na sua última eleição.
 
De mais a mais, se assim não fizesse, estaria permitindo um esfacelamento partidário o que poderia ocasionar nova vitória de seu tradicional adversário, o PT.
 
Depois, há que se considerar que, tradicionalmente, os governadores de Mato Grosso do Sul – ainda pela força de seu mandato novo – sempre conseguiram eleger, aqui em Dourados, o candidato a prefeito que apoiaram.
 
Conferindo: Laerte Tetila, atual prefeito, foi eleito em 2000 por Zeca do PT (então novo governador) e reeleito pelo mesmo Zeca do PT em 2004.
                     Braz Mello foi eleito em 1996 com o total apoio de Wilson Barbosa Martins – aliás, Braz era vice dele.
                     Humberto Teixeira teve o apoio do governador Pedro Pedrossian em 1992.
                     Braz Mello, em 1988, ganhou apertado, mas ganhou porque teve o irrestrito apoio do governador em exercício, Marcelo Miranda.
                     Luiz Antonio Gonçalves foi eleito em 1982 (cumpriu um mandato de seis anos) porque teve o apoio do prefeito José Elias Moreira que vinha de uma extraordinária administração municipal onde havia revolucionado a cidade; prescindiu, por isso, de qualquer outro apoio, mesmo do governador.
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Fonte: Folha de Dourados

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