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Leia o artigo do Russo: ‘Os pistoleiros nunca falham…!!!

Artigo – 24/06/2008

Ainda falando -ou escrevendo- sobre o suposto atentado no qual o deputado estadual Valdecir Artuzi e seu assessor, teriam sidos alvos no início da noite de 26 de maio deste ano na região do distrito de Panambi, no município de Dourados, venho a fazer neste artigo uma avaliação fria da ação de “pistoleiros profissionais” que agiram na cidade sem dó e piedade, com tiros precisos contra suas vítimas nas últimas três décadas.
Antes, porém, vale lembrar aos leitores, e grande maioria deles sabem disso, que em cidades como Dourados; Aral Moreira, e principalmente em Ponta Porã e Coronel Sapucaia, as duas ultimas cidades brasileiras, que fazem fronteiras secas com o território paraguaio -Pedro Juan e Cápitan Bado-, que quando os “pistolas” apostando na impunidade entram em ação, claro, supostamente a mando de alguém, para matar uma pessoa, eles não perdem a viagem, matam mesmo, independente de horário para a execução e principalmente se a família da vítima irá chorar ou não a perda de seu ente querido.
Os pistoleiros sempre que entram em ação, eles nunca falham, e quando falham, retornam para concluir a missão que foi atribuída a ele, ou seja, mandar para o inferno a pessoa que provavelmente fez mal para alguém seja em negociações financeiras, atos ilícitos como o envolvimento com o submundo do crime organizado como o contrabando ou narcotráfico, uma vingança pessoal e claro, o famoso crime passional.  
Em Dourados sem citar aqui nomes de vítimas passadas de execuções sumárias para não magoar as famílias, há exemplos típicos de crimes de “pistolagens” que ocorreram nas décadas de 80, 90 e 2000 em plena luz do dia ou da noite, principalmente em locais movimentados na área central da cidade e na periferia.
Nestes tipos de crimes, tipicamente caracterizados ou denominados de “pistolagem” pela crônica policial, todos eles, em sua maioria, já caíram nos esquecimentos da população, do Poder Judiciário, do Ministério Público Estadual, da Ordem dos Advogados do Brasil local, e claro, principalmente da polícia investigativa, que neste caso seria a Polícia Civil que é a responsável pela área.
Os crimes na época comprovaram -e ainda comprovam- para a sociedade douradense em um todo, que os autores sempre contaram com a impunidade para praticarem as suas execuções, assim como os supostos mandantes.
Os “pistolas” sempre fizeram valer de suas covardes ações contra a vida de terceiros, ora usando pistolas nove; 380, 45 ou ponto 40, ora armas de grosso calibre como 223 ou a famosa escopeta calibre 12, esta última à mesma que o suposto pistoleiro teria utilizado no também suposto atentado contra o Valdecir Artuzi e seu assessor.
Por outro lado, não é preciso ser repórter policial como eu para entender que em Dourados e nas cidades acima citadas, não há “mulher meia grávida” quando se trata da ação de um ou mais pistoleiros nas empreitadas assumidas por eles perante o seu contratante ou chefe.
Eles chegam a qualquer hora do dia ou da noite, agem e vão embora sem serem molestados, pois além de contar com o fator surpresa para pegar suas presas, contam também com a ausência das testemunhas, pois estás, em sua maioria das vezes, sempre informam à polícia que não “viram nada” no momento da execução, e claro, os pistoleiros sabem da ausência da força policial no momento em que cumpriram sua missão.
Com os pistoleiros profissionais que geralmente usam motos e veículos possantes, sem placas claro para a fuga após cumprir suas missões, não há “meia gravidez” quando querem mandar alguém para ir ver Jesus -ou seria para o inferno-, pois a precisão deles é incrível para pegar suas vítimas.
Na maioria das vezes as vítimas passadas foram abatidas friamente nas portas de suas casas, dos serviços, em lanchonete e bares movimentados da cidade, nas ruas e nas avenidas e até mesmo dentro de seus veículos.
Os “pistoleiros” chegaram -e ainda chegam- e com suas possantes armas, a maioria inclusive de uso restrito as Forças Armadas e vomitarem os estanhos contra suas vítimas, atingido-as principalmente na direção do tórax e na cabeça, e foram embora sem serem molestados.     
O que quero dizer nestas avaliações acima citadas, é que no meu ponto de vista, a Polícia Civil de Dourados sob o comando do delegado Sandro Márcio Pereira, titular do 1º distrito policial, tem por obrigação e até mesmo por direito de esclarecer o suposto atentado ocorrido contra o Valdecir Artuzi e de seu assessor, para evitar um eventual novo atentado contra eles, pois é sabido por todos, que quando um pistoleiro falha, ele tem por obrigação de terminar o “serviço” a qualquer custo.
Ah! o “doutor delega”  poderia aproveitar o “embalo” das investigações sobre o suposto atentado ocorrido no distrito do Panambi e tentar apurar também que foi o autor daquele tiros que efetuaram contra a casa do “pobre” deputado lá no Canaã I há cerca de dois anos trás, não é mesmo, e assim, mataria dois coelhos com uma paulada só, não é mesmo ! 
No caso do suposto atentado contra o Valdecir Artuzi e de seu assessor ocorrido na região do Panambi, além de uma das vítimas ter sido um deputado estadual, pré-candidato e favorito teoricamente a ser prefeito da segunda maior cidade do Mato Grosso do Sul no próximo ano, o caso deve ser devidamente apurado, agora, não se sabe por que cargas d´águas, ele de forma precipitada, atribuiu o fato a um eventual crime político contra a sua pessoa, e para piorar ainda mais as coisas, ele colocou sob duvida o trabalho investigativo que foi -ou está sendo- desenvolvido pela Polícia Civil de Dourados -leia-se do delegado Sandro Márcio- porque a instituição policial é comandada pelo governador André Puccinelli, um dos seus desafetos políticos, através de uma reportagem em um jornal da capital.
Finalizando, necessário se faz sim esclarecer o caso para a população douradense, em especial aos eleitores do Valdecir Artuzi.
Aliás, a imprensa no geral, em especial a de Dourados, jamais poderá deixar o caso cair no esquecimento, pois se realmente houve o atentado contra o Valdecir Artuzi e seu assessor, tanto eu como o povo douradense precisamos de uma resposta por parte da polícia, afinal de contas, sabemos que com certeza, o suposto pistoleiro, que “falhou na empreitada” vai retornar para acabar o serviço que foi designado para fazer pela metade, quando efetuou os tiros de escopeta contra eles, e que deixou como saldo “negativo” somente o veículo do deputado, que ficou aleijado, afinal de contas, o pobrezinho foi atingido na “coluna” e pelo que os médicos dizem, não há “coluna” que resista a um “tirinho” se quer nela, quanto mais um de calibre 12.
Ah…! Graças a Deus o Valdecir Artuzi e seu assessor saíram ileso no suposto atentado, pois segundo consta, eles não sofreram nenhum arranhãozinho se quer quando foram surpreendidos por este malvado pistoleiro, menos mal…!
 
*** Waldemar Gonçalves, o Russo, é jornalista na área policial e é integrante da diretoria do Sinjorgran (Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados)

Fonte: Folha de Dourados

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