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Laquicho torna-se muito conhecido

Laquicho – 10/12/2007

“Havia pouca gente no povoado e todo mundo se conhecia. Segundo Ercília de Oliveira Pompeu, em 1919 havia mais ou menos cinqüenta habitantes em Dourados. As amizades eram firmadas com facilidade: gaúchos, mineiros, paraguaios, todos conviviam num clima de bom relacionamento.
“Era muito bom o nosso relacionamento com os paraguaios, nós tínhamos as nossas festas, as danças, … nós gostávamos de polca paraguaia, os nossos bailes com sanfonas, com harpas … os paraguaios tocavam harpa, violino, era a orquestra daquela época. Então era só música paraguaia, nós tínhamos então aquela convivência com eles, era a comida paraguaia, a dança, os costumes … a influência que nós recebíamos era muito maior do Paraguai do que de qualquer outro estado nosso aqui do Brasil.” (Ercília de Oliveira Pompeu)
 
É verdade que algumas pessoas estranhavam a liberdade com que os paraguaios usavam a sua língua em território brasileiro. Segundo Armando Campos Bello,
“Naquele tempo aqui era –  a primeira vez que eu passei aqui foi em 34 – a língua comum aqui era castelhano e guarani e eu trabalhei nesse tempo aí com a paraguaiada e eu compreendia, mas nunca falei, eu só falava português porque eu achava desaforo, no meu país eu ter que aprender a língua dos outros, a língua estrangeira”
 
Fora esse detalhe, o convívio com os paraguaios, como vimos, era muito amistoso, “…os paraguaios que existiam aqui eram tudo gente boa. E a gente tinha amizade com eles”, conta-nos José Augusto de Matos, outra testemunha daqueles tempos.
Se o convívio entre brasileiros e paraguaios era bom, o mesmo acontecia na convivência de todos com o Laquicho. Ela era muito conhecido”.

Fonte: Folha de Dourados

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