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Kia fala de ‘lavagem de dinheiro’ em gravações

Gravações feitas pela Polícia Federal mostram Kia Joorabchian falando em "acabar com a situação de lavagem de dinheiro

Corínthians – 12/09/2007

Gravações feitas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, divulgadas nesta quarta-feira mostram Kia Joorabchian, representante do fundo de investimentos MSI, ex-parceira do Corinthians, falando em “acabar com a situação de lavagem de dinheiro”. Num dos diálogos, o iraniano, que está fora do Brasil há mais de um ano, conversa com o Renato Duprat, empresário que participou da intermediação da polêmica parceria com o clube. O iraniano manda  Duprat tirar nove jogadores do Parque São Jorge e fazer um acordo rápido com o Ituano, clube do interior paulista:- Primeiro, termina a situação de lavagem de dinheiro. Tira Carlos Alberto, (Marcelo) Mattos, Ratinho, Willian, Lulinha, mais um…Dentinho, Kadu, Zelão e Everton. E aí acabou! Faz uma parceria rápida com o Ituano, coloca tudo lá e acabou a co-adminstração – diz Kia.Do outro lado da linha, Renato Duprat apenas concorda. No fim, Kia sentencia:
– Coloca tudo isso lá e acabou “o” co-administração, né?Dos jogadores citados, Carlos Alberto, Marcelo Mattos, Ratinho e Willian já deixaram o Corinthians. Porém, todos foram para o exterior e não para o Ituano. A diretoria do Ituano diz que essa conversa, se chegou a ser feita com o clube, foi antes da atual gestão tomar posse. A antiga direção negou qualquer participação.
Oito pessoas, envolvendo dirigentes do Corinthians, MSI e outros representantes, já são réus e responderão por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Berezowski e Kia estão com a prisão preventiva decretada no exterior.
 Mais investigações
 
Alguns diretores do Corinthians também são investigados pelo Ministério Público de São Paulo. O Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) apreendeu papéis e computadores do clube, na investigação de superfaturamento, emissão de notas frias e falsa prestação de serviços envolvendo a gestão do clube entre os anos de 2000 e 2005, quando Alberto Dualib era presidente (ele foi afastado do cargo por 60 dias).
 

Fonte: G1

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