A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu Alison de Araújo Mesquita, acusado de matar a companheira Henay Rosa Gonçalves Amorim e tentar forjar um acidente de trânsito para encobrir o crime. A decisão é do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte e foi divulgada nesta sexta-feira (27).
Segundo a decisão, a denúncia atende aos requisitos legais e há indícios suficientes para a abertura da ação penal. Com isso, o acusado será citado para apresentar defesa no prazo de dez dias. O processo deixa de tramitar sob sigilo.
Ainda na decisão, a Justiça manteve a prisão preventiva de Alison, que foi preso em flagrante em dezembro de 2025. O pedido da defesa para revogação da prisão já havia sido negado anteriormente e, conforme o entendimento do juízo, não houve mudança nos elementos que justificam a medida.
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O caso ganhou repercussão após a Polícia Civil concluir que Henay foi assassinada dentro do apartamento do casal, no bairro Nova Suíça, na região Oeste de Belo Horizonte. Inicialmente, a morte foi tratada como um acidente de trânsito na MG-050, em Itaúna.
As investigações apontaram que a vítima já estava morta antes da colisão. De acordo com a perícia, a causa da morte foi asfixia associada a traumatismo craniano. Após o crime, o suspeito teria colocado o corpo no carro e provocado o acidente para tentar despistar a polícia.
Alison foi preso no dia seguinte, durante o velório da vítima, em Divinópolis. Segundo a Polícia Civil, o inquérito reuniu provas como imagens de câmeras de segurança, perícias e análise do comportamento do suspeito antes e depois do crime.
O caso segue em tramitação e será julgado pelo Tribunal do Júri.
(Informações R7)

