Segundo o Ministério Público, o influenciador teria sido remunerado não apenas por novos cadastros na plataforma, mas também por uma porcentagem das perdas financeiras dos usuários que apostavam por meio de seus links. A investigação indica pagamento fixo por cadastro com depósito inicial e participação direta sobre o prejuízo dos apostadores.
Promessas de lucro e risco reduzido
Ainda conforme a denúncia, Felipe Prior utilizava redes sociais, como Instagram e grupos no Telegram com grande número de seguidores, para divulgar conteúdos que distorciam o funcionamento real das apostas.
Entre as práticas citadas estão promessas de multiplicação rápida de dinheiro — como transformar pequenos valores em quantias altas em poucas horas — e garantias de devolução do investimento em caso de perdas. Para o MPDFT, essas mensagens criavam uma falsa sensação de segurança em uma atividade que, por natureza, envolve riscos.
O promotor responsável pelo caso afirma que o modelo de negócio estaria estruturado de forma que o lucro do influenciador dependesse diretamente das perdas de seus seguidores, o que levanta suspeitas de prática abusiva e potencial fraude.
Possíveis penalidades
Com a aceitação da denúncia pela Justiça, o caso passa agora à fase de instrução, quando serão analisadas provas e ouvidas testemunhas. O Ministério Público também pediu a condenação do influenciador ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
Decisão anterior
O influenciador já havia sido alvo de outra decisão judicial em março, quando a Justiça determinou a remoção de conteúdos que associavam apostas a ganhos garantidos. Na ocasião, também foi estabelecida a proibição de novas publicações com esse tipo de promessa, sob pena de multa diária.
O POP Mais não conseguiu contato com a defesa de Felipe Prior.
(Informações R7)



