Dois PMs serão levados a júri popular na última terça-feira (10) pela morte do estudante Thiago Menezes Flausino, em 2023. O adolescente de 13 anos foi assassinado a tiros durante uma operação na Cidade de Deus, Zona Sudoeste do Rio.
Antes do julgamento começar, o pai de Thiago, Diego Flausino, afirmou que a expectativa da família é a condenação dos dois policiais.
“Vamos esperar que a Justiça aconteça. Vai ser meio que um alívio. Eles têm que pagar de alguma forma”, afirmou.
São esperadas 11 testemunhas: 5 de acusação, 5 da defesa e o sobrevivente, Marcos Vinícius, que foi o primeiro a ser ouvido e interrogado tanto pela acusação quanto pela defesa.
Marcos Vinicius reforçou que nunca viu Thiago Flausino armado e não estava armado no dia em que foi morto.
No plenário, os espectadores se dividiam: de um lado, familiares dos policiais e ativistas ligados à defesa de PMs. De outro, familiares do Thiago e ativistas pelo fim da violência policial. O pai do Thiago com uma camisa: Thiago vive em mim.
O Ministério Público fez dois relatórios que citam inconsistências nas versões dos dois policiais réus. Uma delas é que, inicialmente, os dois alegaram que estavam com uma viatura com sirene. Posteriormente, os PMs admitiram que estavam usando um carro particular no momento da abordagem contra Thiago e Marcos Vinícius.
Inicialmente previsto para o dia 27 de janeiro, o julgamento foi adiado após divergências envolvendo uma prova apresentada pela Defensoria Pública do Rio.
O adiamento gerou revolta entre parentes e amigos de Thiago. A mãe do adolescente, Priscila Menezes, chegou a desmaiar.
Antes da decisão, familiares de Thiago e representantes de movimentos contra a violência policial realizaram uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no Centro da capital. (Informações g1)

