A Justiça manteve a prisão preventiva de Alexandre Franzner Pisetta, investigado por descumprir medidas protetivas, praticar violência psicológica e agredir a ex-namorada, a modelo Stephany Leal Vareiro. O pedido de habeas corpus foi negado para garantir a ordem pública e a segurança da vítima.
A defesa negou autoria do crime, acusou invalidade das capturas de tela das conversas como provas e apresentou um laudo psiquiátrico indicando transtorno de personalidade borderline e bipolaridade, com risco de suicídio dentro da cadeia. No entanto, a Justiça entendeu que o habeas corpus não era o instrumento adequado para discutir a autoria ou a validade das provas, que devem ser analisadas no processo.
A decisão da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) destacou a gravidade das ações de Pisetta, incluindo o descumprimento das medidas protetivas, ameaças de morte, envio de imagens com armas de fogo e relatos de violência sexual. A prisão preventiva foi considerada necessária, pois as medidas alternativas não garantem a segurança da vítima.
A Justiça também avaliou o laudo psiquiátrico, que não foi analisado previamente, mas determinou que a unidade prisional fornecesse relatórios médicos regulares sobre o estado mental do preso. A decisão reafirmou que o ambiente prisional não representa risco iminente à saúde do detento, mantendo a prisão preventiva.
Entenda
O caso começou em maio de 2025, quando Stephany relatou agressões físicas e ameaças após terminar o relacionamento. Mesmo com medidas protetivas, o investigado continuou enviando mensagens ameaçadoras, incluindo imagens de armas de fogo e promessas de morte. Em um episódio, a vítima tentou suicídio, mas foi salva pelo pai.
(Informações Repórter MT)






