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Justiça mantém prisão de comparsa de atirador que matou PM com fuzil em MS

O policial militar morreu após ser atingido por um tiro de fuzil na terça-feira (30) durante tentativa de abordagem. Naquela noite, três criminosos teriam efetuado disparos contra uma casa em Ladário, com o intuito de matar um integrante do CV (Comando Vermelho) conhecido como “Coelho”.

Após um dos criminosos atirar contra o policial durante a tentativa de abordagem, Ewerton, de 32 anos, sua companheira e “Apolo” foram presos em uma operação com diversas forças de segurança de Mato Grosso do Sul.

Na ocasião, a companheira de Ewerton foi apontada como responsável por manter o armamento usado no crime. “Apolo” estaria envolvido no atentado a tiros em Ladário.

Horas após a prisão, Ewerton teria tentado agredir um policial e morreu. Assim, “Apolo” e a companheira de Ewerton passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário.

Audiência de custódia

Durante a audiência, a Justiça autorizou a quebra de sigilo dos dados do aparelho telefônico da mulher. Ela relatou ao judiciário que teria sido agredida com tapas na cabeça e no rosto durante a prisão, assim como seu filho, de 16 anos, mas não soube identificar os policiais. O exame de corpo de delito da suspeita também não apontava lesões pelo corpo.

Em relação ao filho da suspeita, a Justiça determinou que seja expedido um ofício ao Conselho Tutelar para visitar o adolescente, verificar a situação de saúde e eventual vulnerabilidade. Caso constatada a necessidade, que seja providenciado o encaminhamento do menor para realização de exame de corpo de delito.

Já no caso de Rubens, vulgo “Apolo”, o judiciário observou que ele estava com olho roxo. Questionado, o suspeito alegou ter sido agredido com um chute durante a prisão. Como a lesão não consta no exame de corpo de delito, a Justiça determinou a imediata realização de um exame complementar.

“Apolo” teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e foi encaminhado ao sistema penitenciário. O magistrado pontuou que há indicativos de possível atuação associada a organização criminosa e que o modus operandi demonstra elevado grau de organização e periculosidade.

Por fim, foi determinado encaminhamento da ata de audiência ao GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial).

Guerra entre PCC e CV causou morte de policial

Informações obtidas pelo Jornal Midiamax indicam que, antes da ação policial, os criminosos teriam ido até uma casa em um Fiat Argo, no município de Ladário, com o intuito de matar um integrante do CV (Comando Vermelho) conhecido como “Coelho”. Três homens efetuaram disparos, mas o alvo conseguiu escapar. O trio fugiu e a polícia foi acionada para diligências.

Já em Corumbá, quando a equipe tentou abordar os atiradores na Rua Totico de Medeiro, o policial Marcelo foi atingido por um tiro de fuzil e os criminosos fugiram novamente. Logo, os militares tomaram conhecimento de que os suspeitos estariam tentando atravessar a fronteira para a Bolívia. Foi feito contato com a polícia boliviana, que localizou dois homens.

Ewerton assumiu a participação no assassinato do policial e passou a indicar os locais onde estaria escondida parte das armas. Informações obtidas pelo Jornal Midiamax indicam que ele e o comparsa integravam o PCC (Primeiro Comando da Capital), sendo que Ewerton ficava com as funções de “disciplina” e “paiol”, enquanto Rubens exercia a função de “missionário”.

Fuzis na casa de Ewerton

Ainda conforme informações, Rubens e outro suspeito teriam adentrado a casa de Ewerton e escondido um saco nos fundos. Em seguida, atearam fogo em alguns materiais para apagar os vestígios e fugiram. Na casa de Ewerton, a polícia apreendeu dois fuzis, um revólver, duas pistolas, várias munições, dois rádios comunicadores, um fone de comunicação, distintivos policiais e uma quantidade de maconha.

A polícia também foi até o local onde o Fiat Argo foi abandonado pelos suspeitos, ocasião em que encontrou máscaras, bandoleira, luvas, bonés e vestimentas de guerrilha.

Confronto com suspeito

Posteriormente, os policiais foram até a rodovia Ramon Gomes, onde Ewerton indicou que os armamentos haviam sido escondidos. Contudo, o criminoso teria se alterado, avançado contra um policial e tentado tomar a arma de fogo dele.

Na ocasião, o militar conseguiu escapar da agressão, deu ordem de parada, mas Ewerton teria avançado novamente. Ele foi alvejado, socorrido para a Santa Casa de Corumbá, mas não resistiu. A reportagem apurou que Ewerton já foi preso em 2021 e 2022 e acumulava passagens por roubo majorado e tentativa de roubo.

Horas após a morte do policial militar, criminosos ostentaram um fuzil de calibre 5.56 nas redes sociais em tons de ameaça. Questionado, o comandante-geral da PMMS disse que são vídeos antigos que circulam nas redes e são replicados em momentos como esse.

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