A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça manteve a condenação de mais de 70 anos aplicada a Clenilton Araújo de Souza. Ele e outros dois homens são acusados de matar três adolescentes que desapareceram após a Expoacre no dia 5 de agosto de 2018. A decisão foi unânime e negou o recurso apresentado pela defesa.
Clenilton, Francimar Conceição da Silva e um homem identificado como Luiz Gonzaga foram condenados a 95 anos pela morte de Vitor Vieira de Lima, de 18 anos, Amanda Gomes, de 14, Isabele Silva Lima, de 13, achados mortos no bairro Taquari em Rio Branco.
Clenilton é representado pela Defensoria Pública do Estado (DPE-AC), que não costuma se manifestar sobre os casos. Segundo a decisão, a defesa trouxe possíveis provas que comprovariam a inocência do homem, como isenção de participação direta e o rastreio de sua localização em outro local no dia do crime.
Conforme a apelação, um dos acusados, Francimar Conceição da Silva, também afirmou durante uma audiência de justificação criminal, que Clenilton não teve participação direta no crime. Todavia, o novo pedido de revisão criminal foi rejeitado e Souza segue condenado a 77 anos de prisão.
Para o grupo de magistrados que participou do julgamento, embora a defesa tenha apresentado novos depoimentos, o pedido de revisão criminal não possui o grau de confiabilidade necessário para anular as decisões do Tribunal.
“Evidenciada a presença de provas nos autos a respaldar a decisão tomada pelo júri quanto à condenação, deve ser preservada a decisão dos jurados, em respeito ao princípio constitucional da soberania dos vereditos”, disse a decisão que teve como relator o desembargador Francisco Djalma.
O relator do caso também entendeu que a sentença seguiu parâmetros legais e que os fundamentos utilizados pelo juiz foram adequados. Por isso, por unanimidade, a Justiça negou o provimento aos recursos e manteve integralmente a condenação.
(Informações g1)




