A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul negou o pedido da família do estudante terena Henrique Pinto Gomes, de 16 anos, que buscava concluir o ensino médio de forma antecipada após o adolescente ser aprovado em primeiro lugar no vestibular de Medicina da UFMS, em Três Lagoas.
Henrique ainda cursa o ensino médio no IFMS e só deverá concluir em 2026, quando também estará finalizando o curso técnico em eletrotécnica. O pai, professor Kleber Gomes, relatou que a família entrou com recurso em caráter de urgência, mas a solicitação foi rejeitada.
Segundo decisão da juíza Janete Lima Miguel, da 2ª Vara Federal de Campo Grande, a conclusão do ensino médio é requisito legal indispensável para ingresso no ensino superior. O TRF-3 manteve o entendimento, reforçando que não há possibilidade de exceção.
De acordo com informações publicadas pelo portal Top Mídia News, a UFMS também negou a possibilidade de reservar a vaga para o próximo ano, alegando que o edital do vestibular não permite ações administrativas fora das regras estabelecidas.
Henrique, que já participou de programas de iniciação científica e conquistou prêmios em feiras de tecnologia e ciência, também foi aprovado em outros vestibulares, como Engenharia de Energia na UFGD e no Vestibular Indígena Unificado da Unicamp e UFSCar. Apesar do destaque acadêmico, os advogados da família avaliam que dificilmente haverá decisão favorável ao estudante.

