Julgamento do médico e de assassino de colega dele é adiado mais uma vez
MANOBRA – 23/10/2009
Julgamento do médico e de assassino de colega dele é adiado mais uma vez
Waldemar Gonçalves – Russo
Pela segunda vez, o julgamento do médico que contratou uma pessoa para matar o seu colega de profissão na região de Batayporã foi adiado pela Justiça. No júri que estava marcado para acontecer na segunda-feira próxima, no Fórum de Batayporã, vale ressaltar que em 28 de agosto passada, ele já havia sido adiado. Os réus que seriam o médico paraguaio Miguel Angel Carbalhar Arevalos e o campeiro Valdir Roque, não deverão ir a júri porque a Defensoria Pública entrou com pedido de desaforamento junto ao Tribunal de Justiça em Campo Grande para que eles não fossem julgados em Batayporã. Com o adiamento, a Justiça até o dia de hoje não havia divulgado nova data do julgamento da dupla. Com relação ao pedido de desaforamento, à defesa dos réus entendem que é um instituto do Direito Processual Penal em que um julgamento do Tribunal do Júri pode ser enviado para outra cidade, isso posto porque quando há interesse da ordem pública, dúvida sobre a imparcialidade dos jurados ou comprometimento da segurança pessoal do acusado. O CRIME Os acusados são acusados de terem assassinado com uma arma de grosso calibre, o médico Ademir Aparecido dos Reis, de 36 anos. O crime aconteceu durante uma emboscada na rodovia MS-473, entre Nova Andradina e Taquarussu, no dia 21 de março de 2007, tendo saído feridas na oportunidade a psicóloga Sueli Lopes Pinheiro e a enfermeira padrão Amanda Barth. Elas foram baleadas quando passavam com o carro junto com Ademir dos Reis pelo córrego do “Baile” que fica na divisa dos municípios de Taquarussu e Batayporã. Os três retornavam no carro Citroen C-3, com placas LBN-6176), que era pertencente ao médico, para Nova Andradina, quando ocorreram as emboscadas. O médico Ademir dos Reis, após receber os primeiros socorros na Clínica Santa Helena em Nova Andradina, foi transferido para o Hospital Evangélico em Dourados, porém ele não resistiu aos ferimentos e morreu, enquanto a enfermeira e a psicóloga, conseguiram se recuperar dos ferimentos. Com o triplo atentado sendo registrado, a Polícia Civil de Nova Andradina agiu rápida e prendeu o campeiro que seria o autor dos tiros contra as vítimas e este denunciou o médico Miguel Arevalos como sendo o mandante. O médico foi preso pela Polícia Civil de Dourados em sua casa no Jardim Europa. Ao ver os policiais, ele ainda tentou evitar a prisão, escalando o telhado, porém foi avistado e mediante ordens teve de descer para ser informado de sua prisão. De acordo com informações, com relação ao julgamento dos acusados há uma expectativa muito grande por parte dos moradores da região uma vez que na época dos fatos ouve uma repercussão muito grande na imprensa estadual.
Fonte: Folha de Dourados



