Julgamento de prefeito de Cassilândia é adiado para 2009
Política – 04/12/2008
Adiado pela segunda vez, o julgamento do prefeito de Cassilândia, José Donizete Ferreira de Freitas (PT), foi marcado para fevereiro de 2009.
O processo estava na pauta de ontem da seção criminal do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), mas não prosseguiu devido ao pedido de vistas do desembargador-revisor Romero Osme Dias Lopes.
Em 2009, como não será mais prefeito, José Donizete será julgado pela justiça comum. Sem mandato, ele perde direito ao foro privilegiado.
Além do prefeito e do vice Sebastião Pereira da Silva (PSB), mais 13 pessoas foram acusadas de desvio de dinheiro público: Waldimiro José Cotrim Moreira, Ivete Vargas Rocha de Souza, Jorge Yoshishilo Kobayashi, Luceni Quintina Correia, Roniclei Alves de Queiroz, Elciomar Paulo de Menezes, Orange Resende e Silva, Aleuto Teixeira Lata, Ana Regina Arantes, Ronilda Ribeiro Machado, José Benedito Dias, André Vidal Saeki Cecato Raizer e Eugenio Luiz de Azambuja.
Em 2007, todos foram alvos da “Operação Judas”, deflagrada pelas polícias federal e civil, em parceria com o MPE (Ministério Público Estadual). O grupo foi acusado de operar um esquema de notas frias que pode ter causado um rombo superior a R$ 6 milhões nos cofres públicos.
Durante a tramitação do processo, José Donizete foi afastado por diversas vezes da administração municipal. Cassilândia chegou a ter um juiz como prefeito.
Condenação – Em setembro deste ano, o prefeito de Cassilândia foi condenado pelo juiz Silvio Prado à perda de mandato e dos direitos políticos por três anos. De acordo com o MPE, Donizete, em fevereiro deste ano, teria comprado um terreno de 144 mil m² (metros quadrados) para a construção de casas populares em um convênio com a Caixa Econômica Federal.
A prefeitura pagou R$ 128 mil pela área. Porém o total destinado à construção das casas foi de apenas 40 mil m², o restante teria sido colocado em nome de José Donizete. Desta vez, o prefeito não chegou a ser afastado. “Recorremos ao TJ e estamos esperando a decisão”, afirma o advogado do prefeito, Fernando Peró.
Fonte: CG News



