Redação –
Um jovem de 18 anos foi detido pela Guarda Municipal na manhã de sexta-feira (30), após tentar pagar mercadorias com um comprovante Pix supostamente adulterado em um supermercado no Jardim Piratininga, em Dourados. Segundo a ocorrência, ele já era monitorado pelo estabelecimento por suspeita de ter aplicado o mesmo golpe em outras ocasiões.
A equipe da Guarda Municipal foi acionada por volta das 9h45, depois que funcionários do Supermercado Fortaleza identificaram uma nova tentativa de fraude. O suspeito, identificado pelas iniciais K.B.P., foi contido pelos funcionários após apresentar um comprovante de pagamento que não correspondia a uma transferência efetivamente realizada.
Conforme o relato do gerente, o jovem já teria utilizado o mesmo procedimento em duas compras no dia 14 de outubro. Na ocasião, foram apresentados comprovantes nos valores de R$ 169,79 e R$ 99, totalizando R$ 268,79, mas os pagamentos não foram identificados na conta do estabelecimento.
Durante a verificação dos documentos, os funcionários perceberam que os dois comprovantes apresentavam o mesmo identificador de transação (ID), apesar dos valores diferentes.
Questionado pela Guarda Municipal, o jovem admitiu que tentou utilizar um comprovante Pix adulterado na compra realizada naquela manhã. Ele também explicou que utilizava a imagem de um comprovante legítimo, referente a uma compra feita pela mãe, e alterava digitalmente os valores por meio de aplicativos, mantendo os demais dados da transação.
Segundo a ocorrência, após ser questionado pelos funcionários, o rapaz telefonou para o irmão e pediu que ele realizasse o pagamento das mercadorias. O valor acabou sendo quitado posteriormente.
Suspeito relata agressão durante abordagem
O jovem foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC), onde, durante o registro da ocorrência, relatou estar sentindo zumbido no ouvido esquerdo. Os guardas também observaram respingos de sangue na manga da camiseta dele.
Ao ser questionado, K.B.P. afirmou que teria recebido um tapa na região do ouvido e da cabeça durante a abordagem no supermercado. Também relatou que pessoas ligadas ao estabelecimento o teriam segurado na parte externa e conduzido novamente para o interior do mercado.
Ele, porém, disse não saber identificar quem teria praticado a suposta agressão.
A Guarda Municipal ressaltou que não presenciou a abordagem nem o episódio relatado, pois os fatos teriam ocorrido antes da chegada da equipe ao supermercado.
O caso foi apresentado à Polícia Civil, juntamente com os comprovantes e registros de imagens fornecidos pelo estabelecimento, para investigação e providências cabíveis. A ocorrência foi registrada, em tese, como estelionato.



