O que parecia ser apenas uma recuperação difícil após uma extração do siso acabou revelando uma doença grave para a atleta universitária dos Estados Unidos, Kendall Schara, de 21 anos. A jovem passou pelo procedimento odontológico no início de 2025, mas desenvolveu uma infecção e não conseguir melhorar mesmo após semanas de tratamento.
Jogadora de vôlei da Universidade de Wisconsin-Greem Bay, começou a apresentar um quadro persistente de mal-estar e complicações que fugiam do esperado para uma cirurgia considerada simples. A falta de resposta do organismo chamou a atenção dos médicos, que decidiram aprofundar a investigação.
Após exames mais detalhados, incluindo uma biópsia da medula óssea, Kendall recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide aguda (LMA), um tipo agressivo de câncer que afeta o sangue e a medula óssea.
O que é a leucemia mieloide aguda
A leucemia mieloide aguda é um câncer que surge na medula óssea, tecido gelatinoso localizado dentro dos ossos e responsável pela produção das células sanguíneas. Na doença, células anormais passam a se multiplicar rapidamente e ocupam o espaço das células saudáveis.
Segundo especialistas, a LMA provoca o acúmulo de glóbulos brancos imaturos, chamados blastos, que deixam de funcionar adequadamente. Com isso, o organismo perde a capacidade de produzir células sanguíneas normais. A condição pode causar sintomas como:
- Cansaço intenso;
- Febre persistente;
- Infecções frequentes;
- Falta de ar;
- Sangramentos incomuns;
- Hematomas pelo corpo;
- Palidez;
- Dores ósseas.
A doença costuma evoluir rapidamente e, por isso, necessita de tratamento imediato após o diagnóstico. Após descobrir a leucemia, a norte-americana iniciou sessões intensivas de quimioterapia em um centro especializado em câncer, na cidade de Chicago.
Pouco tempo depois, os médicos concluíram que ela precisaria passar por um transplante de células-tronco, procedimento utilizado para substituir a medula óssea doente por células saudáveis.
A doadora compatível foi a irmã mais nova da atleta
De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento da leucemia mieloide aguda geralmente combina quimioterapia intensa e, em alguns casos, transplante de medula óssea ou de células-tronco.
O objetivo inicial é destruir as células cancerígenas e induzir a remissão, fase em que sinais da doença deixam de ser detectados nos exames. Mesmo após alcançar a remissão, muitos pacientes continuam em acompanhamento rigoroso para monitorar possíveis recaídas e controlar efeitos do tratamento.
O transplante de Kendall foi realizado em julho de 2025. Meses depois, ela compartilhou nas redes sociais que havia completado 100 dias após o procedimento.
De acordo com informações divulgadas na campanha criada para ajudar a família com os custos do tratamento, exames recentes não identificaram sinais de leucemia na medula óssea da jovem, que segue em remissão, faz terapia de manutenção e continua sob acompanhamento médico.
A trajetória da atleta também enfatiza que sintomas persistentes e dificuldades incomuns de recuperação precisam ser investigados. Embora casos como o dela sejam raros, alterações prolongadas no organismo podem funcionar como alerta para doenças ainda não diagnosticadas.
(Informações Metrópoles)



