A morte de Juliana de Oliveira, de 25 anos, atacada pelo próprio cão de estimação na última terça-feira (23/12), gerou uma onda de consternação e homenagens entre amigos e colegas de trabalho.
Pessoas próximas à Juliana descrevem a jovem como uma tutora dedicada e carinhosa. Uma amiga que preferiu o anonimato rebateu críticas sobre o tratamento dado ao animal.
“Ela falava nesse cachorro como se fosse um filho. Se preocupava muito por ser um pitbull, mas nunca o maltratou. Ela não era uma pessoa agressiva ou sem paciência”, afirmou.
O momento do ataque e o socorro
O ataque fatal ocorreu no início da manhã. Um vizinho, que reside no mesmo terreno, relatou à Polícia Civil ter acordado com os gritos de Juliana e os rosnados do animal. Em uma tentativa desesperada de salvar a jovem, ele utilizou uma barra de ferro por cima do muro para tentar afastar o cão, mas a ferocidade do animal impediu o resgate.
A situação só foi controlada minutos depois, quando o marido de Juliana chegou ao local e conseguiu conter o cachorro, isolando-o no quintal vizinho. Apesar da intervenção, Juliana sofreu ferimentos gravíssimos nos braços e no abdômen. O óbito foi constatado ainda no interior do imóvel pela Polícia Militar.
Juliana trabalhava em uma padaria da região e, segundo colegas, vivia um momento de plena dedicação à filha de apenas oito meses. A bebê estava na residência no momento do ataque, mas não sofreu ferimentos.
- Homenagens: Nas redes sociais, ex-colegas de trabalho lembraram de Juliana como uma pessoa “legal e sempre feliz”.
- Destino do animal: Segundo a tenente Nicoly Gonçalves, da PM, o pitbull será encaminhado ao Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal de Campinas para os procedimentos cabíveis.
O caso foi registrado como morte suspeita e segue sob investigação. A perícia técnica foi acionada para analisar a cena do incidente. O caso ocorreu no quintal da residência da vítima, no bairro São Bernardo, em Campinas.
(Informações Correio do Interior)


