Ontem estive na nossa propriedade rural onde meu filho se dedica à agricultura e fiz um colheita de milho verde para consumo doméstico. Conversando com ele, comentei que esse ano devido à boa chuva a promessa de uma boa safra é grande na região do Distrito da Picadinha, onde está localizado nosso cultivo.
Perguntei a ele quanto está o preço da saca por ora para venda junto às cooperativas que comercializam o produto, eis que fiquei estarrecido com o valor, cerca de R$ 45,00 reais. Como está dificil ser produtor no agro com esse nosso governo federal que foi eleito em 3 de outubro 2022, assumiu em 01 de janeiro de 2023 e se encerrará com a graça divina no dia 31 de dezembro desse ano.
Torcemos que no dia 01 de janeiro tenhamos um novo governante que de mais apoio ao agro com incentivos, pois os tributos que se criou nesse período, têm trazido um peso tributário muito grande para o agricultor que age como um herói anônimo pagando taxas de financiamentos ainda altas.
Temos um ainda o impedimento de nossas terras estarem dentro do conflito criado por esse governo federal em 03 de fevereiro de 2002 que nos impede de obter recursos junto às agências bancárias do governo, como banco do Brasil através do MPF.
Somos proprietários, não somos impedidos de vendê-las a quem quiser, um caso sui generis. Houve a notícia de desapropriação a cerca de 30 dias, anunciado por politicos do PT dentre eles Zeca e Vander Loubet do MS, nossa área não foi inclusa e as 1.646 hectares 57 ares e 38 centiares dentre as 3.748 reivindicadas pelos 6 que se autodefiniram remanescentes de quilombolas, um dos 6 que assinaram o requerimento, neto do ex escravo Deziderio Felippe de Oliveira, hoje com 92 anos proprietário, Deziderio de Oliveira, coincidentemente teve sua área de menos de 5 hectares relacionada dentre os supostos desapropriados.
Ainda bem que o decreto está com vício e poderá ser anulado judicialmente. Foi uma noticia mais eleitoreira que não terá sucesso, apenas incomoda aos proprietários e produtores e ilude os ditos quilombolas que ficam esperançosos.
Outro fator que encarece a lavoura são os insumos que se utiliza nela, muito caros e nada é subsidiado nesse país como acontece nos países europeus.
Dourados-MS, 23 de abril de 2026.
*Jose Tibiriçá Martins Ferreira, advogado e produtor rural na Picadinha.






