O jornalista Edney Menezes, de 44 anos, foi assassinado com três tiros na cabeça, na noite desse domingo (15), em Peixoto de Azevedo, a 670 km de Cuiabá.

Segundo informações de jornais locais, o profissional estava sentado no banco do seu carro, quando dois homens em uma moto pararam ao lado do veículo e efetuaram os disparos.

De acordo com o apurado pelo Mídia Max, horas antes de ser morto, Edney havia feito uma postagem em uma rede social comemorando o resultado das eleições municipais. A Polícia ainda não informou se o homicídio está relacionado com alguma atividade política.

Ao menos três tiros atingiram a cabeça de Edney, que morreu ainda no local. O caso é tratado como homicídio, já que celular e pertences da vítima estavam no local.

Imagens de câmeras de segurança registraram o ocorrido e já estão com a polícia, que irá analisá-las.

A Polícia Militar, a Polícia Judiciária Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local. Imagens de câmeras da região ajudarão na elucidação do crime. Até a manhã desta segunda-feira (16) nenhum suspeito havia sido preso.

A polícia já tem um suspeito do assassinato. O caso foi registrado como homicídio doloso.

A Federação Nacional dos Jornalistas emitiu a seguinte nota:

“FENAJ lamenta mais um assassinato de jornalista no país

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) manifesta profundo pesar pela morte do jornalista Edney Menezes, 44 anos, na cidade de Peixoto de Azevedo, estado do Mato Grosso. Ele foi assassinado na noite deste domingo, 15, quando estava dentro de seu carro, no cruzamento das Rua Getúlio Vargas com a Avenida Itamar Pires. Dois homens numa moto, aproximaram-se do veículo e um deles (o carona) disparou. Três tiros acertaram a cabeça do jornalista, que morreu antes da equipe de socorro chegar no local.

A FENAJ soma-se ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Mato Grosso para exigir das autoridades competentes a célere apuração do caso, com a identificação dos responsáveis. Ressaltamos que o crime tem características de execução e que é preciso priorizar a investigação da sua provável relação com o exercício profissional. Edney Menezes foi o segundo jornalista brasileiro assassinado neste ano. Em fevereiro, Léo Veras foi assassinado na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, localizada na fronteira com o Brasil. 

Infelizmente, é crescente o número de casos de violência contra jornalistas no Brasil, com agressões físicas e verbais, ameaças, tentativas de intimidações, chegando à violência extrema que são os assassinatos. A Federação Nacional dos Jornalistas reafirma que essa violência nunca é contra o profissional individualmente, mas contra a liberdade de imprensa e o direito do cidadão e da cidadã à informação jornalística.

A FENAJ também soma-se ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Mato Grosso no acompanhamento das investigações e na solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão de Edney Menezes.

E, mais uma vez, exorta a sociedade brasileira a repudiar a violência contra jornalistas e a defender o Jornalismo como atividade essencial à democracia.

Brasília, 16 de novembro de 2020.

Federação Nacional dos Jornalistas.”

Comentários do Facebook