Jornal explica como funcionava o esquema da “farra da Publicidade”
Farra da Publicidade II – 30/11/2009
Waldemar Gonçalves – Russo
Na ampla reportagem de O Estado de Mato Grosso do Sul, edição imprensa desta segunda-feira, o jornal explica aos seus leitores como funcionava o esquema da “farra da publicidade” no governo Zeca do PT. Segundo a reportagem, investigada a principio pelo MPE (Ministério Público Estadual), a “farra da publicidade” apontou existência de um esquema para desviar recursos públicos do Governo Zeca do PT a partir da Subsecretaria de Comunicação. Serviços eram requisitados pelo órgão às agências publicidades com contrato junto ao governo, que acionavam as gráficas e outras prestadoras de serviços para o fornecimento de notas que os justificassem, sem a sua plena execução. O dinheiro segundo a reportagem para o pagamento, conforme o MPE, era direcionado para um caixa dois do qual se beneficiavam agentes políticos , servidores públicos e prestadores de serviços. O MPE ajuizou dezenas de ações civis públicas e criminais contra os acusados, dentre eles figuram o ex-governador Zeca do PT e seu ex-secretário de Coordenação-Geral de Governo, Raufi Marques, além de proprietários de agências, conforme noticiado ao longo dos últimos anos pelo jornal. Em 26 de junho de 2007, o MPE apreendeu um livro com capa preta na residência da ex-ordenadora de despesas da Secretaria de Coordenação-Geral de Governo, Salete Terezinha de Luca, no qual figuravam o nome de supostos beneficiários do caixa dois. Ao analisar a prova, a PGR (Procuradoria Geral da República) considerou que as anotações configuravam “indícios de pagamento de prestações mensais com verbas desviadas de contratos de publicidades celebrados pelo estado de Mato Grosso do Sul”. Os apontamentos da PGR foram listados pela assessoria do ministro Marco Aurélio Mello. “Mesmo ante o vultuoso valor da contratação, o fato que mais teria causado perplexidade foi a verificação da existência de outros cinco contratos estabelecidos, no mesmo período, entre a Secretaria de Estado de Governo e outras empresas de publicidades. A administração teria agido com imoralidade, frustrando a competitividade ao prestigiar, ao mesmo tempo, seis empresas de publicidade, em contratos similares para vigerem no mesmo período. Em face dos valores elevados, há a possibilidade de ter ocorrido superfaturamento na scontratações e até mesmo formação de cartel”, ponderou a PGR junto ao STF.
Fonte: Folha de Dourados



