(*) Jeferson Bezerra –

Além de sermos filiados ao Psol (Partido Socialismo e Liberdade), precisamos impulsionar a retomada dos debates que inovam o novo milênio, doravante que sonhamos com a implantação das cozinhas populares, com unidades a serem gestadas até 2022 nas cidades polos como Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá, sempre objetivando aprimorar a segurança alimentar das famílias que se encontram em extrema vulnerabilidade, resultado da ausência de politicas públicas em tempos de pandemia.

Já estamos em conversações preliminares com lideranças comunitárias, empresários e religiosos objetivando planejar muito brevemente uma cozinha popular na Capital Morena, o empreendimento pode ser sediada no bairro Jardim Noroeste e suas adjacências. Bem como, é possível articular o apoio dos Clubes de Mães, Associações de Moradores, Lions e Rotary Clubes, para termos a mesma parceria em Dourados, a segunda maior cidade do Mato Grosso do Sul, mas que num passado recente foi referência em politicas públicas da assistência social, especialmente nos governos petistas (2001 a 2008).

Noutra senda, vamos sugerir ao prefeito Alan Guedes, chefe do executivo na Terra de Antônio João, que vise parcerias futuras objetivando ampliar as doação de refeições, ato já realizado brilhantemente pela comunidade evangélica “Tempo de Vida”, algo que pode ocorrer se houver maior participação do projeto Mesa Brasil da Federação Estadual das Industrias (Fiems) e da Mitra Diocesana que patrocina ações de acolhimento e alimentação na Casa Irmã Dulce, criada pelo saudoso bispo diocesano Dom Redovino Rizzardo.

Porém, as regiões pantaneiras e do bolsão, continuam se destacando pelas suas peculiaridades locais, com gestores municipais e seus vereadores descompromissados em promover uma ampla e irrestrita segurança alimentar aos munícipes. É notável que poderia ser oferecido ao menos uma refeição diária a comunidades ribeirinhas, favelas e aos novos moradores que foram atraídos por postos de trabalho nas grandes multinacionais, porém se observa o contrário com aumento da violência urbana e exclusão social.

Somente em Maceió, capital de Alagoas, uma cozinha popular funciona de terça a domingo, levando 100 marmitas diariamente aos mais necessitados, sendo que a manutenção dos espaços fica por conta da mobilização popular, graças as doações feitas por meio do financiamento coletivo promovido por voluntários.

É inverossímil que o oferecimento de alimentos completos e balanceados, é uma iniciativa emergencial, algo que inclusive induziria os prefeitos do Brasil a investir na implantação de hortas periurbanas, especialmente em bairros de classe média com grande vazio demográfico e presença da especulação imobiliária, ao tempo que frutas e legumes produzidas nesses aglomerados seriam usadas no preparo das refeições. Continuaremos lutando!

(*) É jornalista, filiado ao PSOL, integrou a Corporação dos Patrulheiros Mirins e o Grupo Escoteiro Dourados nos anos 80, além de servir o Exército Brasileiro como soldado do 28º Batalhão Logístico Mecanizado.

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