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‘Itaporã’, por José Tibiriçá Martins Ferreira

Itaporã nunca foi Distrito, pertencia ao Município de Dourados, foi desmembrado em 10 de dezembro de 1953, por meio da Lei Estadual n.º 659, sendo instalado como Municipio no dia 20 de janeiro de 1954.

Depois de muitos anos para nossa surpresa parte do Município de Dourados, poderá passar a pertencer ao Município de Itaporã. Um dos limites é a rodovia Guaicurus que demanda o Aeroporto Municipal, ou seja, na parte direita a partir do Centro de Tradições Gaúchas, o Cemitério da Família Pedroso, o Cemitério da Igreja Luterana, Fazenda da família Fujy, várias propriedades localizadas no Distrito da Picadinha, originárias da Fazenda São Domingos e na Mata que pertenceu à familia de Deziderio Felippe de Oliveira, posteriormente vendida a terceiros pelos herdeiros, como o Instituto de Amparo ao Menor – IAME, Fazenda Primavera, propriedades que estão às margens das nascentes do Córrego São Domingos, Taquara, Barreiro e Lajeado, afluentes do São Domingos.

As matrículas das propriedades atingidas pela mudança geográfica foram transferidas para o Cartório de Registro de Imóveis do Município de Itaporã-MS, maior parte da Reserva Indígena que compõe as Aldeias Bororó e Jaguapiru que detem cerca 15 mil indígenas das etnias guarani, guarani kaiuá e terena ficaram situadas no Município de Itaporã que coincidentemente tem o nome indígena com tradução para o português, Pedra Bonita, seus Distritos Carumbé, karumbe, tartaruga, Piraporã, peixe bonito e lugarejos: Itaqueri, pedra deitada, tatuí, tatuzinho.

Dourados perdeu cerca de 2.500 hectares e parte de sua arrecadação para o Município de Itaporã, após revisões geográficas baseadas no decreto original 659 de 1953.
Como ficará o nova aldeia – tekoha denominada Ñu Vera à margem do anel viário de Dourados e parte do bairro São Carlos e cujo IPTU competerá sua cobrança a qual Municipio?

A área disputada fica na região limítrofe entre os dois Municípios e a nova delimitação afetou uma região estratégica que engloba parte da Reserva Indígena, lado sul da Avenida Guaicurus, trecho do Distrito de Picadinha, o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Dourados, residências na área norte da cidade nos limites atuais do município de Dourados.
O território douradense é majoritariamente delimitado por rios e córregos, além de alguns trechos de “divisa seca”.

Seus limites atuais fazem divisa com os seguintes municípios: Norte: Itaporã, Douradina, Maracaju e Rio Brilhante; Sul: Ponta Porã, Laguna Carapã, Caarapó e Fátima do Sul; Leste: Deodápolis e Oeste, Ponta Porã.

“A cidade de Dourados localiza-se na zona do planalto do Estado de Mato Grosso do Sul, próximo à Serra de Maracaju e na bacia do Rio Paraná. Encontra-se situado a 224 km de Campo Grande e localiza-se próximo à divisa com o Estado do Paraná e próximo à fronteira com o Paraguai (cerca de 120 km), limitando-se com a cidade de Pedro Juan Caballeiro. Sua Latitude é de 22°13’18.54″S e a Longitude é de 54°48’23.09″O.”

Vamos ver futuramente quando for delimitado definitivamente pela AGRAER que é o órgão responsável pelos estudos e trabalhos técnicos responsáveis para a criação de novos municípios e resolução de conflitos territoriais entre os municípios já existentes. “Fonte texto publicado em 03 de julho de 2023 pela agraer.ms.gov.br.”

Dourados-MS, 18 de maio de 2026.

José Tibiriçá Martins Ferreira, advogado e produtor rural na Picadinha.

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