Juca Vinhedo –
A FRASE
“O nome do Pollon está na lista, o nome da Gianni (Nogueira) está na lista. Mas as convenções partidárias são só em julho e agosto”.
(Reinaldo Azambuja, presidente regional do PL/MS, minimizando a preferência do ex-presidente Bolsonaro ao deputado federal Marcos Pollon como candidato ao senado).
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Petróleo em alta
O barril do petróleo voltou a subir forte no mercado internacional e ultrapassou os US$ 80, o maior valor em 14 meses. A disparada ocorreu após o anúncio do fechamento do estreito de Hormuz pelo Irã, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Desde o fim de semana, a alta acumulada já chega a 13%.
Impacto no Brasil
Apesar da tensão global, analistas avaliam que o Brasil está hoje mais preparado para enfrentar choques no petróleo. O país passou a ser exportador relevante da commodity, o que garante entrada de dólares e reforça a arrecadação. Ainda assim, o cenário exige atenção por causa dos possíveis reflexos nos combustíveis.
Pressão política
Especialistas alertam que o maior impacto da alta do petróleo pode ser político, principalmente em ano eleitoral. O aumento do preço internacional costuma pressionar gasolina, diesel e gás de cozinha, itens sensíveis para o consumidor e que rapidamente entram no debate público.
Exoneração imediata
O governo do Rio de Janeiro exonerou o subsecretário José Carlos Simonin, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. A decisão ocorreu após vir à tona que seu filho, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, é um dos acusados de participar de um estupro coletivo contra uma adolescente em Copacabana.
Ratinho na Justiça
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o apresentador Ratinho apresente provas das declarações feitas em 2025 contra o cantor Chico Buarque. No programa de rádio, Ratinho afirmou que o artista seria de esquerda por receber recursos da Lei Rouanet, acusação contestada pelo cantor.
Danos morais
Chico Buarque pede R$ 50 mil de indenização por dano moral. A Justiça deu prazo para Ratinho comprovar a afirmação ou se retratar. O processo também inclui dois influenciadores que repercutiram a declaração. Ainda não há decisão sobre o mérito da ação.
Veto à vice
O MDB de Mato Grosso do Sul está entre os 16 diretórios estaduais que assinaram documento entregue ao comando nacional do partido vetando a participação da sigla na vice-presidência na chapa de Lula. A decisão atinge diretamente a ministra do Planejamento, Simone Tebet, que vinha sendo cogitada para o posto. Com o gesto político, cresce a pressão interna contra qualquer alinhamento formal do MDB com o petista.
Futuro incerto
Com o veto interno, cresce a possibilidade de Simone deixar o MDB. Uma das alternativas em discussão seria migrar para o PSB e disputar o Senado por São Paulo. Caso permaneça no partido e concorra em Mato Grosso do Sul, a ministra deve enfrentar forte resistência do diretório estadual. A definição precisa ocorrer até 4 de abril, prazo final para mudança de partido ou domicílio eleitoral.
Memórias do cárcere
O bilhete divulgado por Michelle Bolsonaro, indicando Marcos Pollon como candidato ao Senado indicado por Jair Bolsonaro caiu como uma bomba no PL de Mato Grosso do Sul. A movimentação bagunçou ainda mais o cenário interno do partido e deixou em xeque os planos de Reinaldo Azambujae Capitão Contar, que até poucos dias eram tratados como nomes naturais para a disputa.
“Raiz” em festa
Se para alguns o anúncio foi um balde de água fria, para os chamados “bolsonaristas raiz” foi motivo de comemoração. A indicação de Pollon reacendeu expectativas de uma candidatura mais alinhada ao bolsonarismo no Estado e abriu espaço para novas movimentações no tabuleiro eleitoral do PL.
Apesar dos revezes
Reinaldo Azambuja afirmou que permanecerá no partido, apesar do recado político enviado por Michelle Bolsonaro, que indicou Marcos Pollon como possível candidato ao Senado. Azambuja disse estar tranquilo e lembrou que as definições só ocorrem nas convenções.
Acordos em jogo
Ao se filiar ao PL, Reinaldo teria recebido a garantia de apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel e de que disputaria uma das vagas ao Senado. O cenário, porém, mudou após o bilhete divulgado por Michelle Bolsonaro, sinalizando que a decisão final sobre a candidatura pode vir diretamente do núcleo bolsonarista.
Espaço cada vez menor
Outro diretamente atingido pelas últimas decisões do ex-presidente Jair Bolsonaro é o senador Nelsinho Trad (PSD), que viu diminuir ainda mais suas chances de disputar o Senado pelo grupo governista em Mato Grosso do Sul. A indicação de Marcos Pollon (PL) pelo núcleo bolsonarista embaralhou o cenário e deixou o espaço praticamente fechado para novas composições.
Dependência de reviravolta
Para voltar ao jogo, Nelsinho agora depende de um eventual rompimento entre Reinaldo Azambuja e o governador Eduardo Riedel com o PL, hipótese considerada improvável no momento. Enquanto isso, o PSD segue fragilizado no Estado e pode chegar às eleições sem chapa competitiva para a Assembleia e a Câmara Federal.
Chumbo trocado
O deputado Geraldo Resende (PSDB) devolveu, em entrevista à rádio Grande FM, no sábado, às provocações do seu colega de bancada, Rodolfo Nogueira (PL), feitas em discurso durante a reinauguração do Ginásio de Esportes, sexta-feira. Nogueira disse que o eleitor douradense não é “dedo podre” (alusão a uma fala de Resende à imprensa de Campo Grande, que o parlamentar alega ter sido distorcida). No rádio, Geraldo, disse que é “deputado federal de Mato Grosso do Sul”, e não “deputado federal do fulano”, em referência ao apelido “Gordinho do Bolsonaro”.
Salário sob suspeita
O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), virou alvo de investigação do Ministério Público Estadual por suposto enriquecimento ilícito. Segundo a apuração, ele, a vice e secretários teriam recebido salários reajustados por cinco meses, mesmo após decisão judicial suspender o aumento.
Devolve, mas não admite erro
Nas redes sociais, Juliano Ferro afirmou que “ninguém cometeu crime”, embora tenha anunciado que fará a devolução dos valores pagos acima do permitido. Para o MP, no entanto, há indícios de descumprimento de ordem judicial, já que o pagamento dos subsídios reajustados continuou mesmo após intimação oficial.
A culpa é da imprensa
Em vez de explicar por que a decisão judicial não foi cumprida, o prefeito preferiu mirar a artilharia contra a imprensa, acusando veículos de comunicação de estarem “condenando” sua gestão. O curioso é que a investigação não nasceu nas redações, mas sim dentro do Ministério Público.
Agroindústria em Japorã
O prefeito Malaquiasdá mais um passo importante na estratégia de desenvolvimento econômico de Japorã. A prefeitura confirmou a doação de uma área no Distrito Industrial para a instalação de um abatedouro e frigorífico de peixes, iniciativa que fortalece a cadeia produtiva regional e abre novas perspectivas para a agroindustrialização no município.
Emprego e renda
O empreendimento da empresa Eldofish deve receber investimentos superiores a R$ 1,5 milhão, com previsão inicial de geração de 10 empregos diretos e 20 indiretos. A iniciativa reforça o esforço da administração municipal em diversificar a economia e ampliar as oportunidades de trabalho para a população japoraense.
Visão de futuro
A ação faz parte da política de incentivos do Programa Pró-Desenvolvimento, que busca atrair empresas e fortalecer a produção regional. Com planejamento e articulação com a Câmara de Vereadores, o prefeito Malaquias aposta na industrialização da produção aquícola como caminho para consolidar o crescimento econômico de Japorã.
Investigação prossegue
A vereadora Isa Marcondes (Republicanos) foi oficialmente notificada pela comissão processante da Câmara de Dourados que apura denúncia de uso irregular da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap). A parlamentar tem 10 dias corridos para apresentar defesa. Após esse prazo, a comissão retomará os trabalhos de investigação.
Apuração em andamento
A comissão é presidida por Márcio Pudim, com Cemar Arnal na relatoria e Ana Paula como membro, e terá até 90 dias para concluir o relatório. A denúncia aponta possíveis gastos irregulares com combustível e deslocamentos. Paralelamente, Isa também responde a outro procedimento na Câmara, relacionado a suposta infração contra servidores da UPA.
“Nem aí”
Apesar de ser alvo de duas comissões processantes na Câmara, Isa Marcondes participou ativamente das agendas do governador Eduardo Riedel, no último final de semana) em Dourados. Inclusive teve uma conversa reservada com o ex-governador Reinaldo Azambuja, na manhã de sábado, no Hotel Bahamas. As especulações são de que ela estaria acertando apoio para disputar as eleições deste ano, como candidata a deputada estadual ou federal.
Prospera em Dourados
Dourados recebe, de 5 a 8 de março, mais uma edição do Prospera MS, no Centro de Convenções Antônio Tonani. O evento, idealizado pela senadora Soraya Thronicke, reúne 107 produtores da agricultura familiar e tem expectativa de público de até 5 mil pessoas por dia.
Meta ambiciosa
Depois do sucesso da edição realizada em Campo Grande, onde cerca de 85% dos produtos foram comercializados, a organização agora trabalha com a meta de 100% de vendas da produção exposta em Dourados. A feira reúne alimentos, artesanato, roupas e diversos produtos regionais.
BASTIDORES
Dilma e o “estoque de vento”
Nos bastidores da política brasileira, poucas cenas renderam tantas piadas quanto um discurso de Dilma Rousseff em 2015. Em uma fala sobre energia renovável, a então presidente comentou que seria importante desenvolver tecnologia para “estocar vento”, referindo-se à necessidade de armazenar energia gerada por fontes eólicas. A frase caiu na internet como gasolina em fogueira de churrasco e virou meme instantâneo.
Conta quem estava por perto que o clima no salão mudou na mesma hora: alguns assessores tentavam entender a metáfora técnica, enquanto jornalistas já digitavam freneticamente nos celulares. Em poucos minutos, a expressão já estava rodando o país, com metade das pessoas rindo e a outra metade tentando explicar que Dilma falava, na verdade, de armazenamento de energia renovável, um tema sério no setor elétrico.
No fim das contas, a história virou uma espécie de folclore político. De tempos em tempos, alguém lembra da frase, e a própria Dilma já disse que foi mal interpretada e que hoje o armazenamento de energia eólica e solar é uma das grandes apostas do setor energético.
Nos corredores de Brasília, a anedota acabou virando uma máxima bem-humorada: em política, às vezes o problema não é o vento… é quem tenta guardar a frase no bolso depois.


