IPC da construção segue em elevação
Preço – 03/03/2008
O IPC/Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) para reparo no domicílio registrou nova alta em janeiro, de 1,1%, o dobro do IPC geral, que ficou em 0,52% no mês. Dessa vez o vilão não foram os materiais, mas a mão-de-obra. “Subiu 2,68% no mês. O preço dos materiais variou apenas 0,36%”, explica Márcio Nakane, coordenador do IPC. A alta no preço do trabalho de pedreiros, encanadores e eletricistas vinha sendo abaixo de 1% nos últimos 11 meses. Antes de janeiro, a maior alta da série foi de 1,5%, em junho. “Isso não aconteceu apenas no setor da construção civil, mas nos serviços em geral”, diz Nakane.
Segundo o coordenador, este ano os efeitos da sazonalidade, determinada pelas férias de verão, foram mais intensos por conta do carnaval, que aconteceu muito cedo. Apesar de nas primeiras três semanas de fevereiro ter havido uma desaceleração, segundo Nakane a tendência ainda é de alta. O IPC para reparos ficou em 0,84%; 0,95% na mão-de- obra e 0,88% nos materiais. Pressão da demanda Segundo os operadores de mercado, a alta no setor, que atingiu primeiro os materiais, é determinada pela pressão da demanda. “Somos vítimas do sucesso”, diz Cláudio Conz, presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).
A alta dos materiais começou em setembro, quando o IPC do setor foi de 2,15%, e se manteve até novembro. A maior desaceleração foi em janeiro. “Isso é reflexo, em parte, de especulação. Os lojistas reajustam por medo do prejuízo”, explica Conz, que em dezembro já previa uma acomodação no mercado em janeiro. Ele não acredita em novos picos. “A indústria está reorganizando a produção rapidamente, para aproveitar plenamente o bom momento. Ninguém quer perder dinheiro”, diz.
Fonte: Agência Estado



