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Investigado pedia senha de servidor para fraudar licitação

Operação Brothers – 23/07/2009

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Operação Brother (irmãos, em Inglês), deflagrada pela Polícia Federal, semana passada, em sequência à Operação Owari (ponto final, em japonês) flagrou um dos irmãos empresários do ramo de serviços de limpeza pública e afins, de Dourados, mencionando uma pessoa identificada pela polícia, na qual ele pede ajuda para fraudar uma licitação. Conforme uma matéria publicada hoje pelo jornal Correio do Estado, a polícia acredita que seja junto à Fundação Nacional do Índio (Funai). Eles não falam sobre o objeto de licitação, mas um dos irmãos empresários, teria pedido a senha do amigo para participar da concorrência e acertam detalhes para um ou outro ganhar o processo. Ele teria sugerido, ainda, segundo relatório, que o amigo não assumisse, caso ganhasse a referida licitação. Ele apresentaria um preço alto e deixariam os demais concorrentes brigando com a empresa de um dos brothers, e naquele meio tempo, iriam se comunicando para chegarem aos valores. Conforme noticiou ontem o Douradosagora, baseado em relatório da Polícia Federal, a influência dos empresários do setor de coleta do lixo, investigados na Operação Brothers  e Owari nas prefeituras suspeitas, é tanta que existe a denúncia de que em alguns casos a empresa ganhadora da licitação era decidida antes mesmo da publicação dos devidos editais.COMO FUNCIONAVAPara alcançar tais objetivos, o esquema fornecia vantagem indevida a servidores públicos. As investigações revelam que os irmãos-empresários trabalhavam oferecendo propina de forma a garantir o fechamento de algum contrato ou fornecimento de serviços, independente de este contrato ser com empresa pública ou privada. De acordo com relatório da Polícia Federal, em tese, o esquema pagava para aqueles que tinham poder de decisão, através da sobretaxa de produtos/serviço por eles vendido no mesmo montante a ser pago como propina.  Conforme o pagamento era feito pela prefeitura, parcela do que tinha sido recebido era mediatamente repassado ao funcionário que facilitou o contrato.O tráfico de influência é evidente, segundo relatório da Polícia Federal, durante conversas entre os brothers e servidores. Os funcionários são citados em acordos para alinhar preços de cotação para licitação. O objetivo seria aumentar de forma fraudulenta o preço médio do serviço, possibilitando o superfaturamento. Em outra situação os investigados deixam claro que mandariam um empresário sair fora do processo, para garantir que a licitação fosse ganha por integrantes do esquema. 

Fonte: DouradosAgora

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