Instituto estuda controle de pragas do pinhão manso
Embrapa – 10/12/2009
A Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS) está realizando estudos
buscando identificar quais são as principais pragas do pinhão manso.
Observações iniciais do pesquisador Harley Nonato de Oliveira, na
região de Dourados, mostram que uma delas, a cigarrinha verde (foto),
inicia a colonização da planta no final do ano e apresenta maiores
populações nos primeiros meses do ano seguinte.
O pesquisador explica, ainda, que em regiões onde o período
outono-inverno é mais quente e chuvoso, as plantas permanecem folhadas.
“A permanência ou não das folhas na planta pode afetar a incidência dos
insetos na cultura”, acrescenta.
Através de um projeto da Embrapa, em andamento, financiado pela
Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Fundação de Apoio ao
Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato
Grosso do Sul (Fundect), informações mais detalhadas sobre os ácaros e
insetos pragas em diferentes regiões do Mato Grosso do Sul serão
conhecidas, especialmente sobre a cigarrinha verde.
Outra preocupação da Embrapa é estabelecer medidas de controle
eficientes para a cigarrinha verde a partir da avaliação de produtos
alternativos de controle. Sendo assim, a Empresa está buscando parceria
para uma essa segunda etapa do projeto. “É importante salientar que
essas duas fases fornecerão subsídios para a implementação de um manejo
integrado de pragas nessa cultura”.
Segundo o pesquisador, se medidas de controle forem adotadas ainda na
fase inicial do desenvolvimento da praga, as folhas podem recuperar a
coloração normal. “Caso contrário, sofrem necrose das bordas para o
meio e chegam a cair. Isso compromete o desenvolvimento normal da
planta ocasionando a queda da produção”, explica.
Fonte: Folha de Dourados



