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Início do tratamento da aids é tardio, diz Ministério

Saúde – 14/02/2008

Relatório divulgado hoje pelo Ministério da Saúde aponta que, embora os medicamentos anti-retrovirais estejam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), o início do tratamento de pessoas com HIV ainda é tardio e não atinge 100% dos pacientes. Conforme a diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, a falta de percepção do risco pode ser uma das causas.
“O início tardio pode ser provocado por fatores como dificuldade de acesso ao diagnóstico e de atendimento nos serviços e pela falta de percepção da população que não se vê em risco e não busca o teste anti-HIV espontaneamente”, afirmou Mariângela.
De acordo com os dados, que constam no relatório da Sessão Especial da Assembléia-Geral da ONU sobre HIV/Aids (Ungass), entre os anos de 2003 e 2006, 43,7% das pessoas de 15 anos ou mais que vivem com HIV (50.393) chegaram aos serviços de saúde com deficiência imunológica ou quadro clínico de sintomas da aids.
Desse total, 28,70% (14.462 pessoas) apresentaram quadro clínico mais grave e evoluíram para óbito no início do tratamento. O universo analisado foi de 115.441 pacientes. Estudo de 2006 também mostrou que 94,8% (184.252) das pessoas que necessitavam de tratamento anti-retroviral (194.336) fizeram uso da terapia nesse ano.
No ano passado, o Ministério da Saúde ampliou o acesso aos testes rápidos em aproximadamente 140% (de 510 mil exames em 2005 para mais de 1 milhão em 2007). Em 2005, inicialmente foram priorizadas gestantes, populações de difícil acesso e de maior vulnerabilidade. Em 2007, a realização desse tipo de exame foi ampliada para os serviços de saúde.
 

Fonte: Redação Terra

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