Iniciativas de tirar o chapéu
Dois acontecimentos marcaram a semana que passou em Dourados a realização da I Feira do Livro e a instalação de uma cabine de leitura
Editorial – 22/06/2012
Dois acontecimentos marcaram a semana que passou, em Dourados. A realização da I Feira do Livro, uma promoção da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), e a instalação de uma cabine de leitura na Praça Antonio João, por iniciativa do jornalista Nicanor Coelho. Duas iniciativas que visam promover a leitura entre os douradenses, dignas de nota.
Dado o tumulto e fila formada pelos visitantes da Feira de Livros presume-se que o evento foi um sucesso. Derruba um pouco por terra o mito de que brasileiro não gosta de ler. Muito mais crível é a tese de que o brasileiro não tem dinheiro para ler. Mas quando ele tem acesso a livros de preços razoáveis ficou comprovado que ele compra.
O jornalista Nicanor Coelho é um entusiasta da leitura. Mais que isso, um promotor do livro e da cultura. A instalação da sua cabine à inglesa, que pretende ser parte da Rede de Bibliotecas Comunitárias (RBC), ousadia louvável do jornalista, não é a primeira ação de Nicanor Coelho que entre outras coisas já publicou diversos livros pela sua editora e é fundador da Academia Douradense de Letras. Já é imortal, ele e seu trabalho.
Enquanto o país e particularmente Dourados sofre as conseqüências de desvios de dinheiro da Educação, por políticos e funcionários corruptos, iniciativas assim dão alento ao cidadão que teima em ter esperança.
Muitos políticos (muitos mesmo) serão lembrados pelos escândalos de corrupção que protagonizaram, foram coadjuvantes ou coniventes. Outro tanto pelos desmandos, trapalhadas, inoperância, incompetência. Alguns Poucos pelo bem que proporcionaram. Já iniciativas tão simples (contudo grandiosas), farão lembrar os seus idealizadores pelo
Bem que estão fazendo pela educação.
Fonte: Folha de Dourados



