O influenciador Alexsandro Souza de Carvalho, de 31 anos, e Magnos Ramon Santos Marques, de 32, foram alvos de busca e apreensão por suspeita de recrutar influenciadores para divulgar o “jogo do tigrinho” nas redes sociais. A Polícia Civil cumpriu os mandados na última quarta-feira (21), nos bairros Caimbé e Treze de Setembro, em Boa Vista.
Entenda 🔎: A ação marca a segunda fase da Operação Mantus, que prendeu oito pessoas, sendo sete influenciadores em abril de 2026. Eles foram apontados como participantes de um esquema de crimes contra o consumidor e lavagem de dinheiror elacionado à divulgação do jogo de azar.
Durante as buscas, os agentes apreenderam celulares e equipamentos eletrônicos nas casas dos investigados. Os aparelhos apreendidos passarão por perícia para identificar outros possíveis envolvidos.
Além das apreensões, a Justiça determinou a suspensão da conta no Instagram de Alexsandro, com o objetivo de frear a divulgação das plataformas ilegais de apostas nas redes sociais. Conhecido como “Allex Carvalho”, ele possui 30,2 mil seguidores no Instagram e produz conteúdo de humor, política e cotidiano.
O g1 tenta contato com a defesa dos citados.
Segundo o delegado Eduardo Patrício, da Delegacia Especial de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), a dupla atuava não apenas na divulgação dos jogos de azar, mas também atraindo novos influenciadores para ampliar a rede do esquema.
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Polícia Civil deflagra operação contra influenciadores investigados por divulgação de jogos ilegais. — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Operação Mantus
A nova etapa da operação ocorre meses após a primeira fase, deflagrada em 27 de abril. Na época, a polícia prendeu oito pessoas, sendo sete influenciadores digitais de Roraima que ostentavam vidas de luxo na internet.
A investigação revelou que o grupo usava contas de demonstração (“demo”), programadas pelas plataformas para sempre vencer, para simular lucros altos e enganar os seguidores com a falsa promessa de dinheiro fácil.
No dia 4 de setembro de 2026, o Ministério Público (MP) de Roraima denunciou dez pessoas envolvidas no esquema. O órgão apontou que o grupo recebeu R$ 67,5 milhões em quase dois anos.
Eles respondem por crimes como exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro, associação criminosa e estelionato.
(Informações g1)





