Industriários de MS são depressivos, hipertensos e obesos
Pesquisa – 10/03/2009
Um quarto dos trabalhadores na indústria de Mato Grosso do Sul sofre de hipertensão (pressão alta), 12,6% se dizem deprimidos e 12,1% estão obesos. Os dados constam da pesquisa desenvolvida pela Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), denominada Diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida, realizada entre 6 de novembro de 2007 e 8 de dezembro do ano passado.
Foram entrevistados 5.935 trabalhadores de 58 indústrias de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, uma usina de Brasilândia, uma de Sonora, uma granja de Caarapó, um frigorífico de Itaporã e duas empresas de Corumbá. Do total, 71,7 % são homens e 28,3 % são mulheres. Chama a atenção a idade dos entrevistados: 66,7% têm até 34 anos, entretanto apresentam sintomas de doenças que acometem geralmente pessoas de idade mais avançada.
O questionário tinha 90 quesitos, desde a frequência com que o trabalhador come frango, se tira ou não a pele, até questões mais complexas: ‘Você tem perdido a confiança em você mesmo?’ Mais de 500 entrevistados responderam que sim.
Entre os quesitos há os que as respostas não foram verbais, mas resultados de exames ou testes, que mediram a pressão arterial, glicemia, volume de massa corpórea e presença de obesidade.
Outro dado precupante é que quase metade dos entrevistados (47%) relataram estar sofrendo de alguma doença crônica, mesmo assim continuam trabalhando. Uma das explicações para a situação ter chegado a esse ponto pode estar nas respostas do quesito seguinte: 847 trabalhadores disseram que não consultaram médico nos últimos 12 meses; 40,8% sequer têm plano de saúde, 38,8% não entraram em um consultório odontológico em um ano.
Outras informações ajudam a traçar a entender o porquê de tanto mal-estar entre os industriários: 67,6% comem pouco verduras e frutas, 5, 5% abusam do sal e 51,7% tomam refrigerantes mais de três vezes por semana; 21,2% não praticam atividades físicas em quantidade suficiente para beneficiar a saúde e 49,5% dos trabalhadores não praticam atividades físicas como lazer. Além disso, 12,2% são fumantes e 2% consomem bebidas alcoólicas em excesso.
A técnica Denise Garcia de Oliveira, coordenadora estadual do Programa Sesi Indústria Saudável, chama a atenção dos empregadores para os indicadores que revelam maus hábitos alimentares e ausência de atividades físicas. Nosso foco agora é continuar de forma intensificada o nosso trabalho de conscientização dos empresários, já que o levantamento identificou mais uma vez a necessidade de prevenção.
Fonte: Midiamax



