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Índios fecham rodovias para cobrar demarcação em aldeia

De acordo com o cacique Basílio Jorge, da aldeia Lagoinha, o objetivo é acelerar a demarcação da aldeia Buriti, em Sidrolândia

Bloqueio – 06/10/2009

Cerca de 300 indígenas que bloqueiam a BR-163, seis quilômetros após o trevo na saída de Cuiabá, cobram a aceleração do processo de demarcação da aldeia Buriti, em Sidrolândia. O protesto teve início na madrugada e também fechou a BR-262. Pintados e munidos com arco e flechas, os índios terenas afirmam que não há previsão para encerrar o bloqueio e aguardam a chegada de mais pessoas para reforçar o protesto. De acordo com o cacique Basílio Jorge, da aldeia Lagoinha, o objetivo é acelerar a demarcação da aldeia Buriti. Segundo ele, 4.600 indígenas ocupam 2.400 hectares. A intenção é ampliar a área para 15 mil hectares. Segundo o cacique,o protesto só vai terminar quando as “autoridades resolverem o problema”. Ele enfatiza que realizaram protesto similar há dois anos, contudo, a promessa de solução para o caso não foi cumprida. “O processo está emperrado em São Paulo. Queremos que a mensagem chegue até ao presidente Lula”.Para impedir o tráfego, os indígenas espalharam troncos pela pista e atearam fogo a pneus. Desvio – Na saída para Cuiabá, próximo ao bairro Vida Nova, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) orienta que os veículos pequenos façam um desvio por dentro do bairro Nova Lima. No trajeto, o motorista tem acesso a uma estrada municipal e volta a BR-163 na altura do km 510. Já para os caminhoneiros, a orientação é que eles parem próximo a locais com banheiro e água. A estratégia é manter distância para evitar conflitos com os manifestantes. Nas imediações do trevo, já é grande a quantidade de caminhões parados. A BR-163 é corredor para escoamento da produção. Parado – Com a mesma motivação, um grupo de índios também bloqueou a BR-262, próximo ao distrito de Taunay, a 55 km de Aquidauana.Com o protesto, mais de mil alunos estão sem aulas, por não conseguirem chegar à escola.

Fonte: CG News

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