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Inclusão de 1 bilhão de pobres e famintos é desafio

Combate à Fome – 25/11/2009

O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, disse ontem (24), que a humanidade tem o desafio de promover a inclusão de 1 bilhão de pessoas pobres e famintas, dar acesso de bens e serviços básicos a essas famílias e ao mesmo tempo garantir a sustentabilidade e a preservação da vida em sua integridade. 

Patrus palestrou no Encontro Internacional de Empreendedorismo Sustentável, parte do 3º Congresso Internacional Avape de Reabilitação e Inclusão, realizado em São Paulo.

“Se conservarmos o padrão de consumo do mundo de hoje, especialmente dos países desenvolvidos, certamente nos próximos anos teremos graves problemas de produção agrícola, energética e de recursos hídricos, porque os recursos naturais estão dando visíveis sinais de esgotamento. 

Ao mesmo tempo que temos que preservar e recuperar esses recursos vitais, temos que incorporar esses contingentes enormes de pessoas excluídas”.

Patrus destacou que as políticas e programas sociais do governo como o Bolsa Família, de assistência social e de segurança alimentar e nutricional, têm criado um patamar mínimo e básico para que as pessoas possam se tornar empreendedoras, se organizar em cooperativas e buscar ações que possibilitem o pleno desenvolvimento das potencialidades das famílias e comunidades. “

Essas ações não são isoladas, estão cada vez mais integradas. Estamos consolidando pelo Brasil uma grande rede nacional de proteção e promoção social”.

Para o ministro, o Brasil está superando o assistencialismo e o clientelismo ao colocar as ações sociais no âmbito das políticas públicas e dos direitos e deveres do Estado e da sociedade, trabalhando de forma republicana. “Estamos implementando nossas ações com os governos estaduais e municipais de todos os partidos do Brasil. 

Não discriminamos ninguém, os critérios são objetivos, juridicamente fundamentados, os editais públicos e nós temos presença com nossos programas e obras em todos os municípios do Brasil”.

Ele enfatizou que o principal programa social do governo, o Bolsa Família, atende atualmente a 12 milhões de famílias em todo o país, gerando impacto positivo nas economias locais. “

Com os recursos dos programas sociais, os pobres estão comprando, aquecendo as economias locais e gerando empregos. 

Estamos superando a dicotomia histórica de desenvolvimento econômico ou social, crescer ou incluir, expandir o bolo ou cuidar dos pobres. 

Além da dignidade humana, estamos criando consumidores, fazendo um mercado interno mais amplo no país”.

Fonte: ABr

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