IML: retrato pronto e acabado do caos
Cidade – 08/10/2007
Um dos principais núcleos do aparelho policial, o Instituto Médico Legal (IML) é o verdadeiro retrato do caos em que se encontra o sistema de segurança pública em Dourados e região. Com um reduzido número de médicos legistas, o IML de Dourados sequer tem um necrotério para que os serviços de necropsias sejam realizados.
Para se ter uma idéia da situação, as instalações do IML anexas ao Cemitério Cristo Rei encontra-se fechado há mais de três anos por não oferecer nenhuma condição de trabalho, principalmente de higiene para os legistas e auxiliares.
O IML de Dourados também não tem uma viatura conhecida como “rabecão” – com motoristas e auxiliares. O “rabecão” é um veículo apropriado para transportar cadáveres do local onde os fatos aconteceram até ao necrotério, onde são submetidos a exames necroscópicos. Na ausência desta viatura, os serviços também são realizados pela empresa funerária.
Os legistas também dependem unicamente do higiênico e bem arejado necrotério da Funerária Bom Jesus, localizado na área central da cidade, e contam com a colaboração de funcionários da empresa, inclusive com o fornecimento de luvas para o trabalho de necropsia.
Se não bastassem as dificuldades da Perícia Técnica para trabalhar, os delgados de polícia também são prejudicados com a demora na entrega dos laudos médicos do IML, devido ao acúmulo de serviço. Geralmente, resta ao delegado responsável pela elucidação de um crime solicitar a Justiça o alongamento do prazo para a conclusão do inquérito policial que são encaminhados ao Ministério Público Estadual.
Fonte: Folha de Dourados



