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IMAD realiza curso de Ecodesenvolvimento em Dourados

Meio Ambiente – 11/07/2007 O Instituto de Meio Ambiente e Desenvolvimento -IMAD-, realizará um curso de extensão de 60 horas, sobre o Ecodesenvolvimento, os encontros serão ministrados aos…

Meio Ambiente – 11/07/2007

O Instituto de Meio Ambiente e Desenvolvimento -IMAD-, realizará um curso de extensão de 60 horas, sobre o Ecodesenvolvimento, os encontros serão ministrados aos sábados, 14 e 21 de julho, e 4 de agosto no período vespertino (13:30 a 17:30h), no Auditório do Sindicato dos Comerciários de Dourados, Av. Presidente Vargas 1288 (Esquina com Rua Monte Alegre), as inscrições estão abertas até dia 13 de julho, na sede do IMAD, Rua Mato Grosso 1831 – 1º Andar, Sala 1. Informações: 3243-0020.
 
Para o palestrante, Dr. Vito Comar, o curso será ministrado sobre uma teoria que está revolucionando o pensamento das relações homem/ambiente, trabalho com fluxos de energia e materiais, desenvolvido por Howard T. Odum.
 
Segundo o pesquisador Dr. Vito Comar “qualquer produto ou processo natural tem, de fato, seu custo, que pode ser quantificado por meio de unidades energéticas equivalentes, tomando como referencia a energia do sol. O conceito de que os recursos naturais são gratuitos é totalmente suplantado pela quantificação do equivalente energético solar presente naquele produto ou serviço ambiental. Quando os custos de tudo que foi contribuído pela natureza à produção dos recursos naturais, originando nossas matérias-primas, são adicionados aos processos de produção, tanto agrícola quanto industrial, uma verdadeira revolução acontece na nossa percepção da vida”.
 
Nesse sentido, o palestrante explica que, “temos, com isto, instrumentos adicionais para modificar nossa qualidade de vida, iniciando pelo conhecimento de causa e efeito e implementando mudanças gradativas, mas significativas, na administração das nossas sociedades: desde processos de produção de alimentos e energia, a planejamento regional e urbano, com suas implicações de busca de processos descentralizantes, maiores autonomias locais e regionais e diminuição da carga energética nos transportes”.
 
Segundo Vito Comar, “todos nossos processos serão revistos sob essa nova luz: educação, agricultura, indústria, saúde, construção, transporte, comércio, intercâmbios e informação, legislação e, principalmente, novas fronteiras de pesquisa.   Esta nova valoração da agricultura, dos recursos hídricos e dos serviços funcionais, estéticos e espirituais providenciados pelo ambiente redimensiona nossa escala de valores exigindo novas soluções de função e de uso do território e das terras agrícolas.   Em nível urbano, nossas cidades e ambientes de trabalho deverão ser tornados mais amenos, para o lazer e a recomposição das nossas energias, melhor proporcionados à escala humana e ligados a ciclos biológicos e ecológicos mais amplos”.
 
Com um público alvo de professores do ensino básico e universitário, acadêmicos e profissionais liberais, técnicos e interessados, o curso vai trabalhar conceitos socioambientais, a política nacional de meio ambiente, questões de licenciamento ambiental e a expansão da cultura da cana-de-açúcar, apresentando uma visão crítica dos nossos padrões de produção e consumo, procurando uma sociedade benemerente, mais justa entre seres humanos e demais habitantes do planeta.
 

Fonte: Folha de Dourados

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