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IFMS qualifica indígenas de MS em agricultura sustentável

30/04/2014 14h54

Por: Folha de Dourados

O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) deu início no último sábado, dia 26 de abril, à qualificação de 40 terenas da Terra Indígena Cachoeirinha, em Miranda, com o curso de Agricultor Agroflorestal.

Com carga horária de 200 horas, o curso é oferecido por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) aos indígenas das aldeias Argola, Babaçu, Cachoeirinha, Lagoinha e Mãe Terra, que compõem a Terra Indígena.

“Este é mais um passo para consolidar o trabalho do IFMS com a comunidade, cumprir nosso objetivo de sair da sala de aula e desenvolver um conhecimento que seja importante para as pessoas”, analisou Delmir Felipe, diretor-geral do Câmpus Aquidauana, responsável pela coordenação do curso.

Além das disciplinas comuns a todos os cursos do Pronatec, como português, matemática e empreendedorismo, o projeto pedagógico prevê o ensino de aspectos teóricos e práticos relacionados ao cultivo de espécies florestais e agrícolas e à implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs).

“Iremos fornecer mais conhecimento e subsídios em Sistemas Agroflorestais, um conjunto de conhecimento que vai além do aspecto econômico do cultivo da terra, que auxilia no enriquecimento do solo, no reflorestamento e na recuperação de áreas biodegradáveis”, explicou Aislan Vieira de Melo, supervisor do curso.
Parceria

A aula inaugural de sábado marcou também a entrega dos certificados de um projeto de extensão do IFMS, realizado em parceria com as Universidades Federal e Estadual de Mato Grosso do Sul (UFMS e UEMS), e o projeto de Gestão Ambiental e Territorial Indígena (GATI), da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Segundo Aislan, a oferta do curso é consequência desse projeto. “Ao longo de um ano e meio, fomos trabalhando a demanda dos indígenas, com capacitações teóricas e práticas por meio de oficinas do projeto de extensão. A estrutura curricular do curso é uma construção coletiva com a comunidade, na linha do projeto GATI”, afirmou.

As aulas serão ministradas por quatro professores indígenas e quatro não-indígenas aos finais de semana, na escola municipal da Aldeia Babaçu. Além de uniforme, pasta e cadernos, os estudantes irão receber assistência estudantil para as despesas. Os gastos com ferramentas, mudas e sementes para as aulas práticas serão custeados pelo IFMS, com recursos do Pronatec.

“Um dos maiores desafios do IFMS é garantir o direito à educação a todos, promover a inclusão social e levar formação a comunidades que, de outra maneira, estariam excluídas deste processo”, avaliou a coordenadora adjunta do Pronatec em Aquidauana, Débora Garcia.

IFMS qualifica indígenas de MS em agricultura sustentável

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