Redação –
Um homem de 42 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar sob a suspeita de estuprar o próprio neto, um bebê de apenas dois anos de idade. O crime teria ocorrido durante um passeio familiar na região central de Guia Lopes da Laguna. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como estupro de vulnerável.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da criança relatou que o filho havia saído de carro na companhia dos avós e que a demora para retornar acendeu um alerta. Ao chegar em casa, o menino apresentava choro constante, sinais evidentes de dor, desconforto e queixava-se de que queria evacuar.
Ao levar o filho ao banheiro, a mãe não encontrou fezes, mas detectou uma secreção esbranquiçada, semelhante a esperma, na região anal da criança e na calça de moletom que ela vestia. A peça de roupa foi recolhida pela mãe para ser entregue à perícia técnica.
Em depoimento, a mulher revelou que já desconfiava de possíveis abusos anteriores. Ela explicou que decidiu buscar a polícia em segredo, sem avisar o marido, por temer que ele reagisse de forma violenta contra o próprio pai (o suspeito).
Para conseguir sair de casa em segurança, a mãe pediu ao companheiro que a deixasse em um cartório na cidade vizinha de Jardim, alegando que precisava resolver pendências sobre seu documento de identidade. Assim que chegou ao local, ela acionou a Polícia Militar.
Inicialmente, para garantir atendimento ágil, a mulher informou à central de polícia que se tratava de uma tentativa de homicídio, mas detalhou a real situação de violência sexual assim que a equipe chegou ao local.
Os policiais militares encaminharam a mãe e o bebê imediatamente ao Hospital Público de Jardim. Durante o exame clínico, a equipe médica constatou a presença da secreção esbranquiçada com forte odor na região anal do menino. A criança permaneceu internada na unidade de saúde em observação.
Após colher as informações e as características do suspeito, as equipes policiais iniciaram as buscas e localizaram o homem. Ele foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil sem apresentar ferimentos. O caso segue sob investigação sigilosa para preservar a identidade da vítima, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


