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Ibope: 68% dizem que desemprego aumentará em 6 meses

Diante do agravamento da crise financeira mundial, a perspectiva do brasileiro para os próximos 6 meses é de que o desemprego vai aumentar

Economia – 20/03/2009

Diante do agravamento da crise financeira mundial, a perspectiva do brasileiro para os próximos seis meses é de que o desemprego vai aumentar muito ou simplesmente aumentar. Dos entrevistados pela pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI)/Ibope, cujos dados foram divulgados nesta sexta-feira, 68% traçaram este cenário, ao passo que apenas 13% consideram que os cortes nos postos de trabalho vai diminuir em alguma medida.
“Temos indicadores que apontam o receio da sociedade em relação ao desemprego”, disse o diretor da CNI, Marco Antonio Guarita.
No intervalo de dezembro para março, registra a CNI, houve uma queda sensível de 36% para 24% na percepção favorável do noticiário sobre o governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Espontaneamente, os entrevistados destacaram, entre as notícias envolvendo a gestão do governo, a crise financeira e seus efeitos no Brasil, em primeiro lugar, seguida da afirmação de Lula de que a crise seria “quase imperceptível” e do aumento da taxa de desemprego nas regiões metropolitanas. Por sua vez, as demissões de 4,2 mil funcionários da Embraer, justificadas pela empresa como resultado da queda de demanda de aviões, foi lembrada em nono lugar pelos entrevistados.
Em relação à inflação, ampliou-se de 57% para 63% a expectativa da população de aumento do índice nos próximos seis meses, mantendo-se estável em 9% aqueles que consideram que a pressão inflacionária irá decair no mesmo período.
Quando avaliado o desempenho do governo em políticas de combate à fome e à pobreza, por exemplo, 56% dizem aprovar a atuação da gestão Lula neste quesito, 11 pontos percentuais a menos que aquele verificado em dezembro de 2008. Em sentido contrário, ampliou-se de 30% para 41% a parcela do eleitorado que desaprova a atuação do governo nesta variável.
O governo também teve piores avaliações nas áreas de segurança pública, combate à inflação, política de taxa de juros, combate ao desemprego e programas de impostos ou aqueles voltados para o meio ambiente. A aprovação do governo nas áreas de saúde e educação não fugiram da tendência e também registraram baixas.
Entre todas as categorias, destaque para a queda de 11 pontos percentuais na aprovação do governo no combate ao corte de pessoal nas empresas, passando de 57% em dezembro para 46% em março.

Fonte: Terra

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