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IBM está à procura de doutores no Brasil

Geral – 10/09/2009

A Big Blue aposta nos cérebros brasileiros para tornar o mundo um lugar mais inteligente. Executivos da centenária multinacional deixaram claro durante o IBM Fórum 2009 que estão à procura de pesquisadores para trabalhar no laboratório de pesquisas recém-criado no Brasil. O laboratório, que atualmente funciona em São Paulo, mas que, segundo seu diretor, Fábio Gandour, não terá um local físico definido, será focado num campo novo do conhecimento: a ciência dos serviços.
A equipe, criada somente há dois meses, é atualmente composta por duas pessoas. “Somos eu e Cláudio Pinhanez. Mas vamos aumentar em 50% nosso quadro”, brinca Gandour que, sério, diz não haver pressa para compor o time. O foco, garante, está na qualidade. “O laboratório fica na cabeça das pessoas. Nosso método é totalmente colaborativo. E pesquisa não é corrida de cem metros rasos. É maratona. Não tenho pressa para ter resultados”, compara.
Segundo o executivo, já foi lançada uma convocação pública para pesquisadores interessados em compor a equipe. Mas o problema é que as exigências são muitas. A principal delas é que o candidato seja, pelo menos, doutor para concorrer à vaga. “Nem doutorando vale. Ter concluído o doutorado é o treinamento mínimo necessário para ser um dos nossos pesquisadores”, diz Gandour, ainda à procura de especialistas nas áreas de engenharia, arte, ciências humanas e tecnologia da informação.
A disputa é árdua, mas o trabalho é nobre, garante Cláudio Pinhanez, pesquisador brasileiro que há 13 anos morava nos Estados Unidos, comandando o laboratório de serviços do IBM Research Lab. Para ele, é preciso criar ciência em cima desse setor da economia, responsável por 65% do PIB mundial, mas pouco estudado.
“Um em cada quatro restaurantes de Nova Iorque fecha em apenas seis meses de funcionamento. Ninguém sabe o porquê. Agora, imagine se uma em cada quatro pontes caísse seis meses após a construção. Não damos a importância econômica devida ao setor de serviços. Temos que criar ciência para isso”, conta Pinhanez.
PATENTES – A médio e longo prazo, um dos objetivos do laboratório é aumentar a contribuição brasileira na monumental lista de patentes registradas pela IBM todos os anos. Sem dar números, Gandour classificou de modesta a contribuição nacional nas mais de quatro mil patentes documentadas pela Big Blue só no ano passado. “O brasileiro tem a ideia de que só se criam patentes de coisas materiais. Mas processos e serviços também podem ser patenteados”, explica.
Todas as patentes, diz Gandour, serão de propriedade da IBM (por contrato) e registradas nos Estados Unidos. Um processo caro, que custa, em média, US$ 60 mil. Outra ação do laboratório é criar currículos em universidades e escolas técnicas na área de serviços.

Fonte: JC Online

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