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Iagro e vigilância sanitária se calam sobre leite do MS

Contaminação – 29/10/2007

Depois do escândalo da contaminação por soda caustica e água oxigenada em leite produzido em Minas Gerais, a reportagem da folha de dourados procurou saber dos órgãos competentes como é feita a fiscalização do leite nos laticínios de Dourados e se a qualidade do produto está garantida aos consumidores do município. Contudo, apesar da insistência nossa, durante toda a semana, nem a Vigilância Sanitária do Município nem o Iagro (órgão do Governo Estadual), quiseram falar sobre o assunto. A Vigilância sanitária se esquivou dizendo que a responsabilidade de fazer essa fiscalização é do Iagro, e que por isso não poderia falar sobre o assunto. Por sua vez, o Iagro de Dourados, depois de vários dias de insistência da nossa reportagem em falar com a direção, apenas nos encaminhou para a assessoria de imprensa do órgão em Campo Grande, que quando procurado pelo nosso repórter também nada informou. Em um dos nossos contatos, um dos funcionários, que não se identificou, disse que nós necessitaríamos de um oficio para ter acesso a informação que buscávamos.
 
Coincidentemente, na sexta-feira (26), o Jornal Nacional mostrou matéria de testes realizados pelo Procon de Goiás, que encontraram contaminação em 24 marcas de leite analisadas, uma delas, O leite São Gabriel, fabricado em São Gabriel do Oeste. O laudo foi divulgado pela Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (PROCON-GO). Das 24 marcas analisadas, seis foram reprovadas. Apesar de ser responsabilidade dos órgãos de fiscalização locais, foi um órgão de um outro estado (Goiás), quem detectou a contaminação no leite produzido no Mato Grosso do Sul, o que levanta sérias suspeitas sobre a competência da fiscalização do MS.
Outras 19 marcas do leite tipo C (leite de saquinho) pasteurizadas foram analisadas, destas 12 marcas foram reprovadas. A análise foi feita pelo Centro de Pesquisa em Alimentos da Escola de Veterinária da UFG a pedido do Ministério Público.
As marcas reprovadas apresentavam quantidade de gordura abaixo do padrão, coliformes fecais, água oxigenada e soda cáustica. No site do Procon-GO a única informação referente ao leite São Gabriel é que o produto foi reprovado “no que se refere a análise de extrato seco desengordurado”.
A saga agroindustrial, fabricante do leite São Gabriel, contestou os resultados e disse que nenhum problema foi constatado nas últimas análises, que foram acompanhadas por funcionários do ministério da agricultura e por técnicos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).
As marcas Marajoara e Dália também são comercializadas em Mato Grosso do Sul e foram reprovadas na análise. Elas são fabricadas em Goiás e no Rio Grande do Sul, respectivamente. Segundo o Procon, as marcas de leite de saquinho reprovadas são: Big Leite, Capilat, Danleite, Gogó, Lacton, Nívea, Nutri Leite, Santa Rita, Santos, Tayná, Vitalat e Vitta. As aprovadas: Boa Vista, Compleite, Lato, Leite Puro, Primor, Quality e Unibom.Entre as marcas de leite pasteurizado reprovadas estão: Escolha Econômica, Manacá Integral, Marajoara, São Gabriel, Dália, e Manacá Desnatado.
As aprovadas são: Batavo Integral, Batavo Semi Desnatado, Carrefour, Compleite Desnatado, Compleite Integral, Danone, Extra Integral, Extra Semi Desnatado, Italac Integral e Desnatado, Itambé Integral e Desnatado, Leitebom Integral e Desnatado, Parmalat Integral e Desnatado e Piracanjuba Integral e Desnatado.

Fonte: Folha de Dourados

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