O Sindicato dos Empregados no Comércio de Dourados (Secod) foi palco, neste sábado, 19 de setembro, de um encontro que ultrapassou os limites de uma simples confraternização. O 1º Encontro Regional da Comunicação – “Unindo Gerações, Deixando o Legado” colocou frente a frente profissionais, amigos e personagens que, ao longo de décadas, ajudaram a escrever a história da comunicação de Dourados e de municípios da região.
A proposta ganhou um significado ainda maior justamente por reunir diferentes gerações. Profissionais que começaram suas trajetórias nas décadas de 1960 e 1970, quando o rádio e o jornal impresso eram protagonistas, encontraram aqueles que chegaram à comunicação nos anos 1980 e 1990, período marcado por transformações importantes no rádio, na televisão e na imprensa regional. Ao lado deles, profissionais que iniciaram suas atividades nos anos 2000 e representantes da nova comunicação digital ajudaram a mostrar que a história continua sendo construída todos os dias.
Mais do que recordar o passado, o encontro criou uma oportunidade para contar histórias. Histórias de microfones, redações, estúdios, máquinas de escrever, jornais, transmissões esportivas, coberturas jornalísticas, eventos e personagens que fizeram parte do cotidiano da comunidade.

Um encontro para preservar a memória
Em tempos de comunicação instantânea, redes sociais e informação produzida em poucos segundos, reunir profissionais de diferentes épocas também representa uma forma de preservar a memória. Afinal, antes das plataformas digitais, houve quem percorresse ruas, estradas, bairros e distritos em busca da notícia; quem passasse horas diante de um microfone; quem fechasse páginas de jornais durante a madrugada; quem transmitisse acontecimentos esportivos e comunitários para milhares de ouvintes.
São experiências que não estão apenas nos arquivos das empresas de comunicação. Elas estão na memória de homens e mulheres que dedicaram parte de suas vidas à missão de informar, comunicar, aproximar pessoas e registrar a história da sociedade.

Por isso, o encontro teve um simbolismo especial. Uma geração pôde rever companheiros de caminhada, enquanto outra teve a oportunidade de conhecer profissionais que abriram caminhos e ajudaram a estabelecer os alicerces da comunicação regional.
Chuva não tirou o brilho da confraternização
Nem mesmo o domingo chuvoso — que acompanhou boa parte da programação — foi capaz de afastar os participantes. O clima de confraternização falou mais alto e o Secod recebeu profissionais, familiares, convidados e amigos para um dia marcado pela amizade, pela gastronomia, pela música e, principalmente, pelo reencontro.
O presidente do Secod, Pedro Lima, acompanhou o encontro com entusiasmo e destacou a importância da iniciativa. A receptividade foi tamanha que a possibilidade de novas edições passou a fazer parte das perspectivas para o projeto, permitindo que o encontro possa se consolidar como uma agenda permanente de valorização da comunicação regional.

Gastronomia, música e muita descontração
A confraternização também ganhou ingredientes especiais. Na cozinha, o buffet ficou sob a responsabilidade de Ademir Belar, Ana Cláudia e Vitória, enquanto a equipe de churrasco contou com profissionais da Associação Boa União: Jaculê, Leandro e Zé Henrique.
Na parte musical, DJ Juninho MS colocou o público para dançar e Pedro Amorim, no karaokê, ajudou a transformar o encontro em uma grande celebração entre amigos.
O clima ficou ainda mais animado com a apresentação dos meninos e meninas do Let’s Dance Dourados, que levaram energia e descontração para o espaço e levantaram o astral dos participantes.
E como toda boa confraternização também guarda espaço para a memória afetiva da infância, a mesa de sobremesas chamou atenção com doce de abóbora, pirulitos, suspiros e paçoca rolha, sabores que também ajudaram a aproximar gerações.

Uma parceria que deu certo
O 1º Encontro Regional da Comunicação foi realizado pela Associação Esportiva e Cultural União de Amigos, em parceria com o Sindicato dos Empregados no Comércio de Dourados (Secod) e a Gazeta MS.
A iniciativa também contou com o apoio de Geralmoto, Corte e Dobra, Panificadora Cristal, Orteco Contabilidade, deputado Zé Teixeira, Comagran, AçoFort Ferro e Aço, além de veículos de comunicação locais e regionais.
A união de empresas, entidades, profissionais e veículos demonstrou que a comunicação também pode construir pontes fora das redações, dos estúdios e das emissoras.
O legado não termina aqui
Se cada geração tem sua própria maneira de comunicar, todas elas carregam algo em comum: a história que foi construída por quem veio antes e a responsabilidade de deixar alguma coisa para quem virá depois.
É justamente aí que está a força de um encontro como esse.
Os profissionais das décadas de 1960, 1970, 1980, 1990 e 2000 não representam apenas diferentes períodos da comunicação. Eles representam capítulos de uma mesma história. Uma história feita de amizades, desafios, conquistas, mudanças tecnológicas e, sobretudo, de pessoas.
O primeiro encontro terminou, mas deixou uma pergunta no ar: quantas histórias ainda precisam ser contadas?
Quantos nomes estão guardados na memória de quem viveu os primeiros tempos da comunicação em Dourados? Quantas transmissões, manchetes, programas, coberturas e bastidores ainda esperam para ser lembrados?
Talvez esse seja justamente o maior legado do encontro: não permitir que essas histórias desapareçam com o passar do tempo.
Porque a comunicação muda, as ferramentas mudam, as gerações mudam — mas a memória de quem ajudou a construir essa trajetória permanece.
E, pelo entusiasmo demonstrado por quem participou, o primeiro encontro pode ter sido apenas o primeiro capítulo de uma história que ainda promete muitos reencontros, muitas lembranças e muitas histórias para contar.









