Equipamento de última geração permite radioterapia mais precisa, reduz sessões de tratamento e diminui efeitos colaterais em pacientes oncológicos
Chegou neste domingo (03), em Campo Grande, o acelerador linear Versa HD, da fabricante Elekta, destinado ao Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA). O deputado federal Geraldo Resende (União Brasil) acompanhou a entrega do equipamento ao lado da presidente da instituição, Sueli Telles.
Adquirido com investimento de R$ 10,5 milhões, viabilizado através de articulação do parlamentar junto ao Ministério da Saúde, o aparelho representa um avanço tecnológico para a oncologia sul-mato-grossense. Considerado um dos aceleradores lineares mais modernos do país, o equipamento conta com a mesma tecnologia utilizada em São Paulo, no Hospital Israelita Albert Einstein.
O Versa HD permitirá tratamentos radioterápicos mais precisos e rápidos, ampliando a capacidade de atendimento e reduzindo efeitos colaterais em pacientes com tumores de maior complexidade.
A presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Sueli Telles, destacou o impacto que o novo equipamento terá no tratamento dos pacientes do Estado atendidos pela instituição.
“De 30 sessões de radioterapia, o novo aparelho vai fazer de 8 a 10 sessões. Então, isso é um avanço no tratamento oncológico. Fora que esse aparelho é o mesmo que tem o Einstein e é o único da região Centro-Oeste. Então, Campo Grande sai na frente e o Hospital de Câncer Alfredo Abrão, através do deputado federal Geraldo Resende, também sai na frente”, afirmou.
Sueli Telles também agradeceu o apoio do parlamentar e do Governo Federal para viabilizar o aparelho. “Eu quero agradecer ao deputado e ao ministro da Saúde também, que nos concederam esse aparelho. É o Hospital de Câncer Alfredo Abrão buscando o melhor para a oncologia sul-mato-grossense”, ressaltou.
Durante a entrega, Geraldo Resende comentou que a chegada do equipamento representa um marco histórico para o tratamento do câncer via SUS em Mato Grosso do Sul.
“Domingo, dia 3 de maio, vai fazer parte da história da oncologia em Mato Grosso do Sul. Nós estamos extremamente emocionados, mostrando que é possível fazer uma política diferente, baseada no diálogo, na busca por entregas e na construção de resultados concretos para a população”, declarou.
O parlamentar também ressaltou a parceria entre o mandato, o hospital e o Ministério da Saúde para garantir o equipamento ao Estado.
“A parceria entre o nosso mandato, o Hospital de Câncer Alfredo Abrão e o Governo Federal, por meio do ministro Alexandre Padilha, fez com que recebêssemos o mais moderno acelerador linear para o tratamento radioterápico dos pacientes com câncer. Isso é uma evolução maravilhosa e uma conquista construída ao longo de mais de dois anos de trabalho”, afirmou.
Segundo Geraldo Resende, o novo acelerador linear coloca o Hospital de Câncer Alfredo Abrão entre os centros mais avançados do país no atendimento oncológico pelo Sistema Único de Saúde.
“Conseguimos os recursos que possibilitaram a compra de um dos aceleradores lineares mais modernos do país. Hoje, um equipamento semelhante existe apenas em hospitais de referência da rede privada, como o Albert Einstein. O Hospital de Câncer Alfredo Abrão vai oferecer ao SUS a tecnologia mais moderna disponível para radioterapia”, completou.
O diretor clínico geral do HCAA, Breno Matos Delfino, explicou que o equipamento amplia a capacidade técnica da instituição para tratamentos mais complexos e precisos.
“Esse novo acelerador linear nos permite tratar câncer de cabeça e pescoço, câncer de pulmão, câncer gastrointestinal, câncer ginecológico e câncer urológico, entre outros, com tecnologia tridimensional e IMRT. Isso traz principalmente um tratamento mais preciso e com menos efeitos colaterais para os pacientes”, explicou.
Segundo o médico, a nova tecnologia também contribui para reduzir danos aos tecidos saudáveis e melhorar a recuperação dos pacientes oncológicos.
“A radioterapia tem ampla abrangência no tratamento dos tumores. Com esse equipamento, conseguimos uma precisão muito maior e evitamos danos aos tecidos adjacentes dos pacientes. Isso melhora a recuperação e reduz significativamente os efeitos colaterais do tratamento”, destacou.
Breno Matos Delfino frisou ainda que a chegada do aparelho representa um ganho importante para toda a rede oncológica do Estado.
“É uma grande aquisição para o Estado, para o município e para a nossa população, que tanto necessita disso. Há poucos anos, a fila da radioterapia chegava de 60 a 90 dias para o paciente conseguir iniciar o tratamento. Com a aquisição de um novo acelerador, temos a possibilidade de erradicar essa fila”, afirmou.
Bunker entra na fase final para receber novo acelerador linear
O deputado federal Geraldo Resende também vem acompanhando o andamento das obras do bunker de radioterapia que irá receber o acelerador linear Versa HD no Hospital de Câncer Alfredo Abrão.
A estrutura está em fase final de execução e sendo preparada para atender todas as exigências técnicas e de segurança necessárias para o funcionamento do aparelho de alta complexidade. Segundo a presidente da instituição, Sueli Telles, a obra avança para uma etapa decisiva nos próximos dias.
“Amanhã será feita a cobertura e irá começar a parte elétrica para iniciar a instalação desse novo aparelho de radioterapia”, explicou.
Com a conclusão do bunker e a instalação do equipamento, o hospital deverá ampliar a capacidade de atendimento radioterápico e oferecer tratamentos mais modernos, precisos e seguros aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso do Sul.
Geraldo Resende também articulou junto ao Ministério da Saúde a destinação de outros equipamentos estratégicos para o hospital, entre eles um tomógrafo no valor de R$ 3,5 milhões e um aparelho de ressonância magnética de R$ 5,5 milhões.
Responsável por cerca de 72% dos atendimentos oncológicos de Mato Grosso do Sul, o Hospital de Câncer Alfredo Abrão realiza diariamente entre 95 e 120 sessões de radioterapia em pacientes do Sistema Único de Saúde. A chegada do novo equipamento deverá ampliar a capacidade de atendimento e contribuir para a redução do tempo de espera para início do tratamento oncológico.





