No dia 2 de janeiro de 2026, a Polícia Militar foi acionada após denúncia de cárcere privado envolvendo uma adolescente, em uma residência localizada na Rua Dom João VI, em Dourados.
Ao chegarem ao local, os policiais foram abordados por N.F.S., tia da vítima R.S.L., que relatou que sua irmã N.F.S.L. havia pedido socorro à mãe, N.P.F., manifestando desejo de se separar do marido e alegando temor por sua integridade física.
Segundo os relatos, A.L.F.S. e N.P.F., pais da vítima, também haviam sido agredidos no dia anterior pelo genro P.J.S.L., ao tentarem intervir em agressão contra a neta R.S.L. A adolescente sofreu socos e foi atingida nas costas por uma xícara quebrada, após trocar uma saia por calça preta, contrariando imposições do agressor.
Diante dos indícios de lesão corporal, ameaça e violência doméstica, os policiais realizaram a prisão em flagrante de P.J.S.L. Na residência, em conversa reservada, N.F.S.L. e a filha H.S.L., de 15 anos, confirmaram as agressões contra R.S.L. e os avós, além de relatarem ameaças de morte contra A.L.F.S. O autor teria dito que sabia onde o sogro vendia mandioca e que “isso não ficaria assim”.
As vítimas também relataram que o agressor exercia controle coercitivo sobre a família, determinando roupas permitidas e proibindo o uso de celulares e redes sociais, com exceção parcial para R.S.L. devido ao trabalho, mas ainda assim sem acesso às mídias sociais.
Em diligência complementar, os policiais foram até o supermercado onde R.S.L. trabalha, e ela confirmou integralmente os fatos, reforçando as provas contra o pai.
O autor foi conduzido à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC), junto das vítimas, para registro da ocorrência e providências legais.


