Redação –
Leandro Martinez Ortiz, de 40 anos, foi morto a tiros na tarde de quinta-feira (23), no Jardim das Meninas, em Campo Grande. O crime aconteceu em frente à residência da vítima, que também funcionava como depósito de materiais recicláveis, e foi presenciado pela única filha dele, uma menina de 10 anos.
De acordo com o boletim de ocorrência, uma pessoa chamou por Leandro na frente do imóvel. Logo em seguida, testemunhas ouviram diversos disparos. A vítima foi atingida e morreu no local antes da chegada do socorro.
Familiares relataram que a criança, conhecida pelo apelido de “Pituchinha”, ficou profundamente abalada após presenciar a execução do pai. Em entrevista ao Jornal Midiamax, um parente, que preferiu não se identificar, afirmou que Leandro era dedicado à filha.
“Era um ótimo pai, não deixava faltar nada para ela; comprava tudo o que ela queria. Dava muito carinho. Ela está sofrendo muito”, disse.
Ameaças e histórico
Ainda na quinta-feira, moradores da região afirmaram que a namorada da vítima teria declarado, em via pública, que mandaria matar o companheiro. Segundo relatos de vizinhos, as discussões entre o casal eram frequentes. A informação será apurada pela Polícia Civil e, até o momento, não há confirmação de envolvimento da mulher no crime.
Moradores também descreveram Leandro como uma pessoa conhecida e bem relacionada na comunidade.
Conforme apurado, ele possuía antecedentes criminais por tráfico de drogas, receptação e violência doméstica. A vítima chegou a cumprir cerca de três anos de prisão no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande e havia deixado recentemente o regime prisional.
Investigação
A motivação da execução ainda é desconhecida. No entanto, uma testemunha informou à polícia que Leandro teria discutido por telefone, horas antes do crime, com um homem que estaria devendo dinheiro relacionado à compra de drogas.
A Polícia Militar isolou a área até a chegada da Polícia Civil, do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e da Perícia Técnica. Durante os trabalhos no local, foram recolhidas 11 cápsulas de munição calibre 9 milímetros.
O caso é investigado pela Polícia Civil, que busca identificar a autoria e esclarecer a motivação do homicídio.




