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Homem de 47 anos morre atingido por artefato durante guerra de espadas

Nas últimas 24 horas, a Bahia registrou 33 casos de queimaduras, muitas por explosões causadas por fogos clandestinos. Uma pessoa morreu neste que é o lado trágico do feriado junino que acontece em boa parte do Nordeste.

A guerra de espadas acontece em muitas cidades nordestinas nesta época do ano, com número elevado de acidentes.

Na Bahia, a guerra de espadas é proibida desde 2011. Para a Justiça, o artefato oferece riscos à saúde das pessoas e também danifica o patrimônio público. Quem descumpre a lei pode pegar pena de até seis anos de prisão. Mesmo assim, muita gente se arrisca.

A espada junina é um artefato pirotécnico caseiro feito de bambu, pólvora e barro. Quando acesa, ela se move de forma desordenada e rápida pelo chão, sendo arremessada pelos participantes nas ruas.

Na cidade de Sapeaçu, a 160 quilômetros de Salvador, Tarcísio Sodré Ramos do Nascimento, de 47 anos, morreu ao ser atingido na cabeça pelo artefato. Nessa imagem, antes do acidente, ele aparece com duas espadas nas mãos. Sem se importar com o perigo, as espadas são arremessadas no meio da rua, perto de residências, veículos e da rede elétrica.

Em Cruz das Almas, também na Bahia, uma criança de 2 anos teve queimaduras e precisou ser socorrida pelo Samu após ser atingida pelo artefato que invadiu a casa da família. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, das quase 60 (54) ocorrências envolvendo explosões e queimaduras por bombas e espadas, 33 casos foram nas últimas vinte e quatro horas.

“Chama atenção que dessas 54 ocorrências, 34 foram de explosões, 20 de queimaduras diversas e chama atenção três casos de guerra de espadas… a gente esperava que esse número fosse zero”, detalha Michael Carmo, da Secretaria estadual de Saúde da Bahia.

(Informações R7)

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